• Reflexão e Conversão

    O propósito firme

    Jurei e resolvi observar os preceitos de vossa justiça. (Salm. CXVIII, 106). A contrição supõe o propósito de emenda. Quem odeia o pecado, está resolvido a não tornar a cometê-lo. E ainda que este propósito por si não seja oposto ao temor, que se apodera da alma, de vir novamente a cair em pecado, contudo é de toda a conveniência, desprendermo-nos de semelhante receio, por facilmente nos levar ao desalento. A recaída é possível; mas será tanto mais remota, quanto maior for a confiança com que te puseres nas mãos de Deus. Tudo podes naquele que te conforta [1]. E depois, Deus declarou também que não consentirá que sejas tentada…

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    Doze atos de virtude

    DOZE ATOS DE VIRTUDE Para se praticar no mês de Maio, distribuídos por sorte a cada familiar ou congregados, na noite antes do 1º dia de Maio 1. De manhã, levantai-vos logo, afim de não começar o dia com um ato de preguiça. Vesti-vos com modéstia e recitai as orações quotidianas. 2. Ouve a Santa Missa cada dia devotamente e recitai a Ladainha. 3. Lede cada dia por 15 minutos algum livro bom, como: a vida de algum Santo, ou livro que trate dos novíssimos, abstendo-se totalmente de livros profanos que não sejam os de vossa profissão. 4. Fazei cada dia algum sacrifício na comida, na curiosidade, o olfato, no…

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    Carta de Mons. Lefebvre a oito Cardeais, em 27 de Agosto de 1986

    Fonte: DICI – Tradução: Dominus Est Corre-se o grande risco de nos cansarmos ou deixarmos banalizar em nossas mentes os grandes desvios doutrinários e morais que o ensino oficial da Igreja e os papas recentes fazem em particular. É por isso que devemos ler e reler certos textos que nos permitem manter intacta a nossa capacidade de indignação, porque se baseiam na revelação de Nosso Senhor Jesus Cristo. Abaixo uma carta de Mons. Marcel Lefebvre a oito cardeais, datada de 27 de agosto de 1986 ,por ocasião do Encontro de Assis. “Os discursos e atos de João Paulo II no Togo, no Marrocos, na Índia, na sinagoga de Roma, suscitam nossos corações de…

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    Quem ama a Jesus Cristo deve odiar o mundo

    Mihi autem absit gloriari nisi in cruce Domini nostri Iesu Christi, per quem mihi mundus crucifixus est et ego mundo – “Longe esteja de mim o gloriar-me senão na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, por quem o mundo está crucificado para mim e eu para o mundo” (Gal. 6, 14). Sumário. Jesus Cristo quis morrer crucificado para nos livrar do amor ao mundo perverso. Tendo-nos chamado ao seu amor, quer que nos coloquemos acima das promessas e ameaças do mundo. Quer que não façamos caso nem das censuras do mundo nem das suas aprovações, e nos alegremos por sermos odiados e perseguidos como o próprio Jesus. Para alcançarmos um fim tão…

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    O segredo da confissão é inviolável, mesmo diante da morte

    Segredo inviolável D — Discípulo.M — Mestre. D — Padre, será que alguma vez não acontece que o confessor conte algum pecado ouvido na confissão? M — Absolutamente nunca! Um tríplice segredo fecha-lhe a boca; nisto entra a vontade de Deus que não permite que se cometam faltas no que diz respeito a este capítulo. De fato, a confissão existe há mil e novecentos anos, e nunca aconteceu que um confessor, por nenhum motivo, tenha divulgado um único pecado ouvido na confissão. Martinho Lutero que era um frade zeloso, renegou a sua fé, fez-se protestante, tornou-se inimigo da igreja falou e escreveu contra a Igreja calúnias infâmias sem fim, mas…

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    A igreja onde está Jesus sacramentado é o santuário mais augusto

    Elegi et sanctificavi locum istum, ut… permaneant oculi mei et cor meum ibi cunctis diebus – “Escolhi e santifiquei este lugar… para nele estarem fixos os meus olhos, e o meu coração, em todo o tempo” (2 Par. 7, 16). Sumário. Os peregrinos experimentam grande ternura em visitar a Casa Santa de Loreto, ou os lugares da Terra Santa onde Jesus nasceu, habitou, morreu e foi sepultado. Muito maior, porém, deve ser a nossa devoção quando estamos numa igreja em presença de Jesus Cristo mesmo, oculto no Santíssimo Sacramento. Com efeito, não há santuário mais devoto e consolador do que uma igreja a na qual está Jesus sacramentado. Todavia a maior parte…

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    Pequeno catecismo da comunhão nas mãos

    Fonte: L’Hermine n ° 61 (em La Porte Latine) – Tradução: Dominus Est Nestes últimos meses, as autoridades da Igreja “conciliar” se apoiaram na pandemia do Covid-19 para encorajar ou impor a prática de receber a Sagrada Eucaristia nas mãos. Em sentido inverso, circulam muitas publicações que pretendem provar que a comunhão sempre foi recebida na língua, mesmo nos primeiros séculos da Igreja. O que devemos pensar? Na Internet existem muitos documentos que, embora defendam a comunhão na língua, o fazem com base em argumentos falaciosos. É necessário, portanto, aprofundar a questão, sem, no entanto, abandonar o estilo simples do catecismo. Por isso, decidimos inserir no texto apenas as principais conclusões, relegando todo o aparato crítico das evidências às…

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    A salvação é a única coisa necessária

    Porro unum est necessarium – “Uma só coisa é necessária” (Luc. 10, 42). Sumário. Não é preciso que neste mundo sejamos cumulados de dignidades, que tenhamos riquezas, boa saúde, gozos terrestres; é necessário tão somente que nos salvemos. Não há meio termo: se não nos salvarmos, seremos condenados; estaremos ou sempre felizes no céu, ou sempre infelizes no inferno! Por isso avisa-nos o Senhor, que amontoemos tesouros, já não neste mundo, mas no céu, onde a ferrugem e os vermes não os consomem, nem os desenterram e roubam os ladrões. Não é necessário que neste mundo sejamos cumulados de dignidades, que tenhamos riquezas, boa saúde e gozos terrestres; mas necessário é que…

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    Do ardente desejo que teve Jesus de sofrer por nós

    Baptismo habeo baptisari, et quomodo coarctor un perficiatur? “Eu tenho de ser batizado num batismo de sangue, e quão grande não é a minha angustia até que ele se conclua?” (Lc 22, 50) Desiderio desideravi hoc pascha manducare vobiscum. “Tenho desejado ansiosamente comer convosco esta Páscoa, antes da minha paixão.” (Lc 22, 15) Que enérgicas expressões! Oh! Como eles pintam ao vivo o incompreensível desejo que Jesus tinha de sofrer e imolar-se por nós! Bem se deixa ver que saem da abundância do coração daquele que disse: “Eu vim trazer fogo à terra e que quero eu, senão que ele se acenda?” Ó filhos de Adão, compreendestes esta palavra do…

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    Do pecado original e suas consequências, ou feridas da natureza humana

    Existia a concupiscência no estado primitivo em que Deus criou o homem?Não, Senhor. Por que existe agora?Porque o homem se acha em estado de natureza decaída (LXXXI-LXXXIII). Que entendeis por estado de natureza decaída?O estado que se seguiu como efeito e conseqüência do primeiro pecado do primeiro homem (LXXX, 4; LXXXII, 1). Por que se estendem a todos e a cada um dos homens, os efeitos e conseqüências daquele primeiro pecado do nosso primeiro pai?Porque a nossa natureza é a sua e dele a recebemos (Ibid). Se não tivesse pecado o primeiro homem, ter-nos-ia transmitido a natureza em outro estado?Sim, Senhor; no estado de integridade e justiça original (LXXXI, 2).…