Ad Gloriam Dei et Salutem Animarum
Arsenal
CAtólico
James Tissot, A figueira maldita, pintura entre 1886 e 1894, Museu do Brooklyn, domínio público, Wikimedia Commons

A figueira sem frutos

1. a) “Um homem tinha uma figueira plantada em sua vinha e, indo buscar frutos nela, não os achou“. Esta figueira plantada na vinha do Senhor, isto é, Sua Igreja, é tua alma. Deus espera frutos que correspondam ao teu estado e à tua idade. Pobre alma, se Deus em ti não encontrar o que, com razão, procura!

b) “Disse então ao cultivador da vinha: Há já três anos que venho procurar frutos nesta figueira e não os acho; corta-a, pois, pelo pé“. Talvez já por mais anos Deus procura frutos em tua alma e não os acha. Quanto não deves recear que ocupes inutilmente a terra, onde outros produziriam frutos abundantes!

2. “E ele, respondendo, lhe disse: Senhor, deixa-a ainda este ano, enquanto eu a escavo em roda e a estrumo: talvez que com isto dê fruto, senão, cortá-la-ei depois“. Eis como por ti intercede o Salvador, fazendo ver ao Pai quanto lhe custasse! Eis como também pedem por ti Maria, tua Mãe, teu Anjo da Guarda e teus Padroeiros. Será tudo debalde? Não pode ter passado hoje o ano que Deus te concedeu a ver, enfim, alguns frutos? “Cortá-la-ei“, é a sua palavra!

Breves Meditações Para Todos os Dias do Ano, Frei Pedro Sinzig, OFM, Quarta Edição, 1921.

Última atualização do artigo em 12 de setembro de 2026 por Arsenal Católico