Concílio de Vienna contra a invocação pública do sacrílego nome de Maomé

É um insulto ao nome santo e uma desgraça para a fé cristã que em certas partes do mundo, sob o governo de príncipes cristãos, em que vivem os sarracenos, às vezes separadamente, às vezes em união com os cristãos, os sacerdotes sarracenos, comumente chamados zabazala, nos seus templos ou mesquitas, onde os sarracenos se reúnem para adorar o infiel Maomé, com veemência invoquem e exaltem o seu nome a cada dia e em determinadas horas do alto de um lugar.

Isto traz descrédito à nossa fé e causa grande escândalo aos fiéis. Estas práticas não podem ser toleradas sem que desagrademos à Majestade Divina. Portanto, com a aprovação do sagrado Concílio, Nós proibimos estritamente a partir de agora essas práticas em terras cristãs.

Ordenamos aos príncipes católicos, a todos e a cada um: Devem erradicar essa ofensa de uma vez por todas dos seus territórios e assegurarem-se que os seus súbditos façam o mesmo, para que assim obtenham a recompensa da felicidade eterna. Eles devem proibir expressamente a invocação pública do sacrílego nome de Maomé. Aqueles que presumem atuar de outra maneira devem ser castigados pelos príncipes por sua irreverência, para que os outros possam sentir-se desalentados a tal atrevimento.

Papa Clemente V – Concílio de Vienna (1311-1312).

Fonte: senzapagare

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