Ad Gloriam Dei et Salutem Animarum
Arsenal
CAtólico
Bartolomé Esteban Murillo, As Santas Crianças: São João Batista com o Menino Jesus, cerca de 1670, - A obra representa o Menino Jesus dando água para beber em uma concha ao seu primo, o profeta São João Batista. Museo Del Prado, Domínio Público, Wikimedia Commons

Festa de São João Batista

1. Não vulgar é a santidade de João Batista. Um anjo anuncia o seu nascimento; o menino é santificada já no seio da mãe; os parentes e vizinhos perguntam pasmados: “Quem julgais vós, que virá a ser este menino?” 30 anos depois Jesus responde a esta pergunta, proclamando João Batista o maior dos homens, profeta e mais que profeta, outro Elias, lâmpada que arde e alumia. Que bom intercessor junto a Deus não será este intrépido pregador da verdade e mártir da pureza!

2. Por anos e anos João Batista vivia retirado no deserto, ocupando-se com a grande tarefa de esquecer o mundo e de empregar na própria santificação todos os seus cuidados e momentos. Suas mortificações são rigorosas: a terra nua é o seu leito, peles de camelo seu vestido, gafanhotos e mel silvestre sua comida. Ele prega nas margens do Jordão, onde sua grande virtude atrai os judeus. Repreende as desordens, sejam do povo, sejam do próprio rei, a quem lança em rosto suas ligações incestuosas, temperando, aliás, este zelo de tal modo, que induz Herodes a fazer obras boas. Tens semelhante zelo prudente por teu próximo? Passarão as festas dos grandes Santos, sem aprenderes nada para teu governo?

Breves Meditações Para Todos os Dias do Ano, Frei Pedro Sinzig, OFM, Quarta Edição, 1921.

Última atualização do artigo em 12 de setembro de 2026 por Arsenal Católico