Ad Gloriam Dei et Salutem Animarum
Arsenal
CAtólico

Oração de um pecador que no declínio da vida se lança nos braços de Deus

Tende piedade de mim, Senhor, tende piedade de mim. Estou triste, mergulhado na dor. Ai de mim! Cheguei a este ponto da vida em que só restam saudades e arrependimento. Abusei de tudo; e agora as criaturas não têm mais atrativos nem para meu coração nem para meus sentidos; a vida tornou-se um fardo, os prazeres me fogem, as tristezas me acabrunham. Vi caírem, em redor de mim, parentes, amigos, tudo! O abismo do túmulo devorou tudo quanto me era caro. Quase só e isolado no universo, o humor e o aborrecimento são os únicos companheiros do meu retiro. Não se pensa mais em mim do que num cadáver ou vaso despedaçado. Nesse estado de abandono e desprezo, a amargura e o fel inundam minha alma. Infeliz, infeliz!… Que será de mim? Mas ouço murmurar ao meu ouvido uma voz. Que diz? – Deus é Pai, esperança! – Deus é Pai! Deus é Pai… É um bálsamo na ferida do coração. Esperança, esperança! É um clarão nas trevas, uma flor entre as ruínas. Pai, não me abandoneis na hora em que tudo me abandona. Sois meu Deus, eu me lanço em Vossos braços até à hora suprema em que entregar minha alma em Vossas mãos.

Maria, refúgio dos pecadores, rogai por mim.

O Pequeno Missionário, Manual de Instruções, Orações e Cânticos, coordenado pelo Pe. Guilherme Vaessen, Missionário da Congregação da Missão, 1953.

Última atualização do artigo em 12 de setembro de 2026 por Arsenal Católico