• Reflexão e Conversão

    Do verdadeiro motivo da esperança cristã

    Do verdadeiro motivo da esperança cristã. Esse motivo é o mesmo para todos os homens Consoante a Religião, o motivo da Esperança cristã, ou da confiança em Deus, é o mesmo para todos os homens, santos ou pecadores. A Esperança, como já dissemos, é uma virtude teologal, como a Fé e a Caridade. O seu motivo não pode, pois, ser achado senão em Deus, não pode apoiar-se senão nas perfeições divinas. Assim sendo, excluímos desse motivo os nossos méritos. Não esperamos em Deus por lhe havermos sido fiéis: esperamos n’Ele para obtermos a graça de lhe sermos fiéis. Em que é que se funda, pois, a Esperança cristã? e qual…

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    A eternidade do inferno

    1. A eternidade das penas do inferno é tão terrível que jesus muitas vezes repetiu esta verdade, para cortar qualquer dúvida. O encarcerado, o doente, o mutilado espera, se não por outro alívio, ao menos pela morte, como libertadora. O condenado jamais morrerá. Sua vida sem fim é suplício sem fim. A longa duração já por si é incômoda, até em diversões, espetáculos, músicas, etc., quanto mais ao tratar-se de dores, de uma incisão feita pelo médico, etc. No inferno o castigo é horroroso, as dores excessivas e a duração sem fim. Quem o aguentará? 2. Quanto durará a eternidade? Escreve um número de duas léguas de comprimento. Os condenados…

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    Existência de Deus

    Podemos provar que Deus existe por muitos argumentos. Há verdades da religião que não podemos provar pela razão; mas só as conhecemos porque nos foram reveladas. Os mistérios são dessas verdades. Mas a existência de Deus não é mistério e se prova por argumentos de razão. O concílio do vaticano definiu isso: “Se alguém disser que o Deus único e verdadeiro, nosso Criador e Senhor, não pode ser conhecido pela luz da razão através das coisas criadas, seja anátema”. Vejamos alguns argumentos. 1. Argumento da causa primeira Todas as coisas que existem no mundo são produzidas por uma causa. Uma coisa que não existia não pode começar a existir por…

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    Sexto Domingo depois da Páscoa – Pe. Júlio Maria, S.D.N.

    Sexto Domingo depois da Páscoa (Jo. 15, 26-27; 16, 1-4). Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 26. Quando vier o Consolador, que eu vos enviarei da parte do Pai, o Espírito da Verdade, que procede do Pai – esse dará testemunho de mim.27. E também vós dareis testemunho de mim, porque estais comigo desde o princípio.1. Tenho-vos dito estas coisas, para que não vos escandalizeis.2. Expulsar-vos-ão das sinagogas; e virá a hora em que todo aquele que vos matar julgará prestar um serviço a Deus.3. Desta forma vos hão de tratar, porque não conhecem nem o meu Pai, nem a mim.4. Ora, disse-vos estas coisas, para que, quando chegar…

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    O inferno – Frei Pedro Sinzig, O.F.M

    1. Há um inferno, e ele é profundo e terrível acima de toda descrição. A razão e a fé nos falam de sua existência e de sua natureza. onde, se não houvesse inferno, acharia o mal a sua punição? Seria Deus só misericordioso, sem ser também justo? N’Ele todas as divinas perfeições são iguais. Jesus, o bom, o manso, o compassivo, não menos de 15 vezes fala no Santo Evangelho do fogo infernal, fogo criado pela justiça ofendida, fogo abrasador que arde fóra e dentro do corpo. Não há que fugir a esta verdade. Quem poderá suportar este castigo do pecado? 2. O desespero dos condenados é indescritível. “Eu podia…

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    A Confissão geral e seus frutos

    Recordarei na vossa presença com amargura de alma todos os anos da minha vida. (Is. XXXVIII, 15) A confissão geral, aquela em que se repetem todas ou várias das confissões anteriores, é para alguns necessária, para outros prejudicial e para muitos proveitosa. É necessária, quando o pecador ocultou algum pecado grave nas confissões anteriores, ou quando estas foram nulas por falta de arrependimento. É prejudicial, para as almas escrupulosas, que andam num contínuo desassossego acerca da validade das suas confissões, pois neste caso apenas serve para aumentar a intranquilidade. O que hão de fazer, é submeter-se humildemente ao parecer do confessor, e seguir as suas indicações. É proveitosa, e deve-se…

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    És rico ou pobre aos olhos de Deus?

    1. Correspondeste no passado à justa expectativa de Deus? Deves a Ele tudo quanto tens; como Lhe pagaste? Talvez não por uma vida toda dedicada a Ele, mas por pecados de desobediência contra teus superiores, falta de respeito e lugar santo, oração indiferentemente, pensamentos ilícitos, excessos ou falta de abnegação na mesa, descuido dos deveres do estado, perda de tempo, arrogância, vaidade, orgulho, injustiça, discórdia, falta de caridade. Deste a devida satisfação por tudo isto? 2. Se em vão tiveres contado com uma longa vida, que será de ti? Que fizeste para Deus, o céu, a vida eterna? onde as tuas boas obras, teus méritos? E se ainda mais tempo…

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    13 de Maio – Festa de Nossa Senhora de Fátima

    O esquecimento sobre as aparições No dia 13 de maio de 1995 ocorreu o 78o. aniversário da primeira aparição da Santíssima Virgem Maria em Fátima, Portugal, em 1917. Esse grande evento, manifestação realmente excepcional da Misericórdia divina, é agora deixado no mais profundo esquecimento e isso, precisamente, por culpa da hierarquia católica. Sobre o único sobrevivente dos três pequenos videntes1, Irmã Maria Lúcia do Coração Imaculado, mais conhecida sob o nome de irmã Lúcia (Lúcia dos Santos), paira o silêncio há vários anos. Enclausurada no Carmelo de Coimbra desde março de 1948, ela recebia periodicamente visitas autorizadas  das mais diversas personalidades eclesiásticas, de cardeais a simples pesquisadores sobre as aparições,…

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    Deus morre para satisfazer pelo pecado

    1. Na cruz está agonizante, entre indizíveis tormentos, o Mártir divino. é teu salvador, pois, para te salvar, nasceu, viveu, ensinou, padeceu e morreu. Outro, a não ser Ele, isto é, Deus, não podia apagar as manchas feias do pecado e curar as chagas terríveis que ele causou. A ofensa do Infinito reclamava uma reparação infinita. O pecado é, pois, a causa da morte de Deus Filho. Em seus ombros carregou os pecados de todo o mundo, de todos os países, de todos os tempos. Talvez tivesse sentido os teus como muito pesados e dolorosos. Os judeus eram os instrumentos culpados da justiça divina, mas tu e os demais pecadores…

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    Festa da Ascensão de Nosso Senhor Jesus Cristo

    Dominus Iesus, postquam locutus est eis, assumptus est in coelum, et sedet a dextris Dei – “O Senhor Jesus, depois que lhes falou, foi assunto ao céu, e está sentado à direita de Deus” (Marc. 16, 19). Sumário. Como a águia ensina os filhos a voarem, assim, no mistério de hoje, Jesus Cristo nos exorta a elevarmos o nosso vôo e a acompanhá-Lo ao céu, se não com o corpo, ao menos com nosso afeto. Desprendamos os nossos corações desta terra e suspiremos pela pátria celestial, onde se acha a nossa felicidade: esperando, como diz o Apóstolo, a adoção de filhos de Deus, a redenção do nosso corpo. Entretanto tenhamos sempre diante dos olhos…