• Reflexão e Conversão

    O pecado – um nada?

    1. a) Por um só pecado terrivelmente foram castigados os prediletos de Deus, os anjos e os primeiros homens. Será, pois, uma bagatela, ofender a Deus? onde é grande o castigo, maior deve ter sido a culpa, porque Deus, mesmo castigando, ainda ama. b) Não estará mais de um condenado no inferno devido a um único pecado mortal, o primeiro de toda a vida? Não estarão lá os que menos do que tu pecaram? O que sofrem? Por quanto tempo? É realmente para assustar-se, pensar em seus sofrimentos eternos. Deus é um retribuir longânimo, mas infalível. 2. Milhares pereceram pelo dilúvio, em consequência do pecado da carne. Milhares pelo fogo…

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    Centenário da Missa de Maria Medianeira

    Por ocasião do Concílio Vaticano II, a definição do dogma da Mediação Universal de Maria havia sido expressamente solicitada por 300 bispos. Mas durante a preparação deste Concílio, esta [definição] teve como implacável adversário o futuro Paulo VI. Foi o ecumenismo conciliar, com os protestantes em particular, que barrou o caminho a uma definição dogmática. Fonte: La Porte Latine – Tradução: Dominus Est Este ano de 2021 é o ano do centenário da concessão da Missa de Maria Medianeira por Roma (12 de janeiro de 1921). Concedida pela primeira vez, em 31 de maio, à Bélgica e a todas as dioceses que assim a solicitassem, esta Missa, em alguns lugares, faz parte do Proprio do missal de…

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    O dia da desilusão

    Dormierunt somnum suum, et nihil invenerunt omnes viri divitiarum in manibus suis – “Dormiram o seu sono e nada acharam nas suas mãos todos estes homens de riquezas” (Ps. 75, 6). Sumário. O dia da morte é chamado dia de desilusão, porque nesse dia de verdade, à luz da vela mortuária, se vêem as coisas deste mundo bem diferentes do que agora nos aparecem. Se, pois, quisermos avaliar bem as honras, as dignidades, os prazeres, as riquezas, imaginemos estar no leito de morte; contemplemos dali os bens deste mundo e digamos: No fim da vida não se fará caso de tudo isso, mas somente daquilo que nos acompanha para a eternidade: De que serve…

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    Consequências do pecado

    1. A leviandade ousa dizer: “Já muitas vezes pequei, e que mal me aconteceu?” Calar-se-ia se olhasse para certos fatos. Espíritos puros, poderosos, sábios e belos tinham sido criados por Deus. Alguns rebelaram-se e logo despovoou-se o céu. Lúcifer e os que o tinham seguido, caíram do céu como um relâmpago. Santo Deus! Quanta transformação! um pecado fez de anjos, demônios; de espíritos belos, monstros de hediondez; de felizes, desesperados; de amigos do Altíssimo, condenados! Assim puniu Deus, que, entretanto, é todo amor! O que deve ser o pecado! 2. Adão e Eva eram a obra prima do artífice divino. Sua razão era esclarecida pela eterna luz, sua vontade voltada…

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    Infeliz de quem peca contando com o perdão

    Effugium peribit ab eis, et spes illorum abominatio animae – “Não lhes ficará refúgio e a esperança deles será abominação de sua alma” (Iob. 11, 20). Sumário. Deus suporta, mas não suporta sempre. Quando se encheu a medida dos pecados que Deus quer perdoar, lança mão dos castigos mais formidáveis. Se Deus suportasse sempre, ninguém se condenaria, mas é opinião comum, que a maior parte dos adultos, incluindo os cristãos, se condenam. Infelizes de nós portanto, se pecarmos na esperança do perdão e abusarmos da misericórdia de Deus, para o ultrajar mais! Seremos irreparavelmente condenados para sempre, como se condenaram tantos outros nossos iguais. Escreve São Bernardo que a esperança do perdão,…

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    O que é o pecado

    1. a) Para fugir sempre do pecado, é preciso conhecê-lo em toda a sua repugnância. Amas o que é belo: o pecado é, sob todos os pontos de vista, o mais feio que se pode imaginar. Amas o que é grande e nobre: o pecado degrada até o último grau, quebrando o selo da divina filiação. b) O pecado roubou os maiores bens. Foste bom, talvez mesmos anto, cheio de méritos. um pecado… e tudo perdido! Perdida mesmo a possibilidade de ganhar, neste estado, méritos para o céu. O pecado rouba ainda mais: a paz; envenena tua vida pelos remorsos da consciência e sujeita-se ao duro jugo do demônio. 2.…

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    Quem deseja a salvação deve temer a condenação

    Cum metu et tremore vestram salutem operamiui – “Trabalhai em vossa salvação com medo e tremor” (Phil. 2, 12). Sumário. Avisa-nos São Paulo que devemos trabalhar em nossa salvação não só com medo, mas com tremor, visto que se trata da eternidade. Se na hora da morte estivermos na graça de Deus, tudo estará seguro: seremos felizes para sempre. Se, ao contrário, a morte nos achar em pecado mortal, com que desespero confessaremos: Desviei-me do caminho e já não há remédio em toda a eternidade! Meu irmão, aproveitemo-nos do aviso. Quem sabe se esta meditação não é para mim o último convite… Quem sabe se não morreremos repentinamente! São Paulo nos previne…

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    Pecar é romper com Deus

    1. Há só uma verdadeira desgraça: o pecado. tudo mais é menos grave. Pecando, preferes tua vontade à de Deus rompes com Ele. Mas quem é Deus a quem ousas ofender? É o Senhor que te criou, que é tão grande e santo, diante de quem se ajoelham todos os que estão no céu na terra e debaixo da terra. E quem és tu? Uma criatura ricamente adornada e distinguida, mas sempre criatura… mortal, pobre e fraca. 2. Pecando, ofendes teu Pai divino, a quem tu deves os dons da natureza e os da alma. Em verdade Deus tem toda a razão de se queixar: “Filhos alimentei e criei, mas…

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    A Religião

    Muitas pessoas pensam que a Religião consiste apenas num conjunto de preces e ritos, que se realizam em determinado lugar e a certas horas. Terminado isto, a religião nada mais tem que ver com os nossos atos. Este conceito é muito errado. A Religião envolve toda a nossa vida, orienta todas as nossas ações. Não é coisa de um instante e de um lugar, mas é de todos os lugares e de todos os momentos de nossa vida. Ou ainda melhor: a Religião é a vida. Os direitos do Criador Nós fomos criados por Deus: o nosso corpo nos foi dado pelos nossos pais, mas a nossa alma foi criada…

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    Quinto Domingo depois da Páscoa – Pe. Júlio Maria, S.D.N.

    Quinto Domingo depois da Páscoa (Jo. 16, 23-30) Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: E naquele dia não me interrogareis sobre nada. Em verdade, em verdade vos digo: se vós pedirdes a meu Pai alguma coisa em meu nome, ele vo-la dará. Até agora não pediste nada em meu nome: pedi e recebereis, para que o vosso gozo seja completo. Eu vos disse estas coisas em parábolas. Mas virá o tempo em que não vos falarei já por parábolas, mas abertamente vos falarei do Pai. Nesse dia pedireis em meu nome: e não vos digo que hei de rogar ao pai por vós: Porque o mesmo Pai vos ama,…