Ad Gloriam Dei et Salutem Animarum
Arsenal
CAtólico
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Jesus Cristo é um Personagem histórico. É impossível negar a realidade da sua natureza humana. Mas não é somente homem; é Deus também, como Ele mesmo afirmou e como se demonstra por fatos históricos. Foi em Jesus Cristo que se realizarem as Profecias do Antigo Testamento relativas ao Messias, o Filho de Deus que se faria homem. O seu nascimento e a sua morte foram acompanhados de prodígios que manifestam ser Ele o Senhor do Universo, dos homens e dos Anjos. A sua vida, e a sua doutrina, e os milagres que fez para provar que era Deus são a prova de que é realmente Deus. A sua Ressurreição, os seus triunfos após a Ressurreição atraindo tudo a Si, como predissera, assim como a realização das suas profecias àcêrca da ruína de Jerusalém, da dispersão dos judeus, da pregação do seu Evangelho, da perpetuidade da sua Igreja, confirmam absolutamente a sua palavra, dizendo que era Deus.

É bem fundada a nossa fé afirmando que Jesus Cristo é Deus Filho feito homem. Nasceu da Virgem Maria, em Belém; viveu na Palestina; morreu numa cruz, no Calvário; vive gloriosamente no Céu, e está sacramentado nos sacrários das nossas igrejas. Adoremos e amemos Nosso Senhor Jesus Cristo, nosso Deus feito homem por amor de nós.

Ouçamos a magnífica descrição que Lacordaire faz do divino Salvador: «Há um homem a quem o amor guarda o túmulo, um homem cujo sepulcro não é só glorioso, como disse um profeta, mas cujo sepulcro é amado . . . Há um Homem cuja recordação é sempre viva no coração de milhões de homens … Há um Homem, cujos passos são seguidos, por uma porção considerável da humanidade, sem se cansar jamais … Há um Homem morto e enterrado há muito tempo, de que a mais pequena palavra continua a ecoar ainda no meio de nós, e produz mais do que amor, produz virtudes que frutificam no amor. Há um Homem, há séculos ignominiosamente pregado numa cruz; e esse Homem, milhões de adoradores todos os dias O despregam do trono do seu suplício, ajoelham piedosamente diante dEle, prostam-se em vergonha no pó da terra, e aí, por terra, beijam-lhe com indizível amor os pés ensangüentados. Há um Homem, flagelado, morto e crucificado, que todos os séculos adoram na glória dum amor que nada faz desfalecer, que encontra nEle a paz, a honra, a alegria e até o êxtase. Há um Homem perseguido no suplício e no túmulo por um ódio que se não extingue,— o qual, pedindo apóstolos e mártires a toda a posteridade, encontra apóstolos e mártires no seio de todas as gerações. Há um Homem, enfim, o único que fundou indestrutível reino de amor na terra: esse Homem, sois vós, — ó Jesus, vós que me quisestes batizar, ungir e consagrar no vosso amor, e cujo Nome, só de O pronunciar, me abre o mais íntimo das entranhas e me arranca este grito de fé e amor que a mim mesmo me perturba».

Última atualização do artigo em 29 de dezembro de 2024 por Arsenal Católico

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