Justificação consiste na remissão do pecado mortal pela infusão da graça habitual. É a passagem do estado de pecado mortal ao estado de graça de Deus, de sorte que a alma que recebe a graça santificante ou habitual fica completamente transformada como se fosse uma alma nova. Assim o indica o Apóstolo São João, dizendo: «Se confessarmos os nossos pecados, fiel é (Deus) e justo para nos perdoar os nossos pecados e nos purificar de toda a iniqüidade» (I Ep. S. JO. l, 9). Purificados de toda a iniqüidade, ficamos em estado de entrar no Céu, como ensina o Apóstolo São Paulo, dizendo : «Onde abundou o pecado superabundou a graça, para que assim como o pecado reinou para a morte, assim também reine a graça pela justiça para a vida eterna, por meio de Jesus Cristo Senhor nosso» (Ep. Rom. XX, 31). O homem justificado não pode julgar-se seguro de não perder a graça que o justificou; pode perdê-la, e perde-a logo que comete um pecado mortal. Jesus nos faz esta prevenção: «Vigiai e orai para não caírdes em tentação» (Ev. S. Mat. XXVI , 41). 0 que o Apóstolo S. Paulo diz por estas palavras: «Aquele que julga estar seguro acautele-se para não cair» (Ep. l or . X , 12). Não troquemos a graça de Deus pela vileza dos prazeres sensíveis.
Última atualização do artigo em 5 de janeiro de 2025 por Arsenal Católico
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