Mundo, foi criado por Deus quando aprouve à Sua Vontade, e só por um ato da sua Onipotência, querendo que aparecessem as coisas sem que antes houvesse alguma coisa. Deus criou o o mundo, e goverua-o, e conserva-o com o fim de se manifestar a criaturas capazes de O amar e glorificar, e capazes de participarem da Sua glória. Foi para o homem que Deus criou o mundo. Quando tiverem morrido todos os homens o mundo acabará, mas só Deus sabe quando. O que sabemos àcerca da criação do mundo é-nos narrado pela Bíblia, isto é, foi revelado por Deus e escrito no livro sagrado, que dá o nome de céu e terra a todas as coisas criadas. Sabemos que o mundo atual acabará, porque a sagrada Escritura o ensina, dizendo: “Virá como um ladrão o dia do Senhor; e então os céus passarão com grande ímpeto e os elementos com o calor se dissolverão, e a terra e todas as obras que há nela se abrazarão. Porém esperamos, segundo as suas promessas (do Senhor), uns novos céus e uma nova terra, nos quais habita a justiça. Pelo que, caríssimos, esperando estas coisas, procurai com diligência que sejais encontrados por ele imaculados e irrepreensíveis em paz» (Ep. II S. Ped. III, 10. 13, 14). A palavra MUNDO também designa o meio social em que vivemos; a vida larga dos sentidos, das sensações, dos apetites, em revolta contra as leis da Moral cristã, contra as verdades da Fé divina, contra a delicadeza da consciência formada pelas regras da caridade e da justiça. Debaixo deste ponto de vista, as coisas mundanas reduzem-se a três: as honras, as riquezas, as delícias. Àcerca do mundo assim considerado, o Apóstolo São João escreveu: «Não ameis o mundo nem o que há no mundo. Se alguém ama o mundo não há nele o amor do Pai, porque tudo o que há no mundo é concupiscência da carne, concupiscência dos olhos, e soberba de vida, e isto não vem do Pai (do Céu) mas sim do mundo» (Ep. I S. Jo. II, 15, 16).
Tanto quanto nos for possível, devemos viver afastados do mundo, fazendo vida de família, formando um meio escolhido em que não domine o espírito do mundo. Tendo de o freqüentar, devemos procurar exercer nele uma ação puriflcadora pela nossa boa conversação, pela nossa conduta respeitável, pela firmeza das nossas convicções religiosas e pelo nosso bom exemplo em tudo.
Última atualização do artigo em 19 de janeiro de 2025 por Arsenal Católico
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