Natal, é a festa que a Igreja instituiu para comemorar solenemente o nascimento de Jesus Cristo, Filho de Deus e da Virgem Maria. Desde a segunda metade do século III a festa do Natal é celebrada no dia 25 de Dezembro. A menção mais antiga que temos da celebração desta festa em Roma, é a do calendário filocaliano, ano 336.
Não é fácil determinar ao certo a razão que levou a Igreja de Roma a fixar a festa do Natal em 25 de Dezembro. Poderia ter sido por influência da Igreja ortodoxa que fixara como data da morte do Senhor o dia 25 de Março; deste modo, se nosso Senhor viveu 33 anos, teria nascido a 25 de Dezembro. «Das explicações sugeridas para explicar a fixação do Natal em 25 de Dezembro, D. Antônio Coelho diz ser a mais provável, embora contrária aos fatos, a que põe esta festa em relação com a data da morte de Jesus Cristo». (Curso de Liturgia Romana, ed. de 1941, vol. 1, pág. 184).
Parece também provável que a festa do Natal haja sido instituída para eclipsar a festa do culto mitraista do «Sol invictus» que se celebrava a 25 de Dezembro. (Ver para mais esclarecimentos Duchesne, Orig. du Gulte Ch pág . 271-281).
A festa do Natal é de grande solenidade e alegria, porque recorda a vinda do Salvador dos homens. Os Sacerdotes podem celebrar Missa à meia noite (C. 821), e podem celebrar nesse dia três Missas (C. 806), por privilégio especial da Santa Sé. Os fiéis têm obrigação de ouvir Missa (uma Missa) e de se abster de trabalhos servis.
O Natal, escreve D. Beauduin, ensina-nos a Incarnação. O Natal é este dogma rezado, cantado, passado no bronze dos sinos, na chama de mil velas; dogma sentido, vivido pelo povo cristão, e ainda hoje, apesar da perda e decadência dos costumes, de tal maneira arraigado nos nossos hábitos cristãos que nem os indiferentes e inimigos escapam totalmente à sua salutar influência (La piété de l’Eglise, pág. 39).
Última atualização do artigo em 19 de janeiro de 2025 por Arsenal Católico
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