Ad Gloriam Dei et Salutem Animarum
Arsenal
CAtólico
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Oração, é uma piedosa elevação da alma a Deus, com o fim de Lhe prestarmos as nossas homenagens, e de Lhe pedirmos o que é necessário e útil a nós mesmos, ou ao nosso próximo. A ora ção pode tomar várias formas: mental, a que se faz só com o pensamento; vocal, a que se faz exprimindo o pensamento por palavras; privada, a que é feita por uma só pessoa e em seu nome particular; comum, a que é feita por várias pessoas reunidas; pública, a que é feita, em nome e por autoridade da Igreja, pelos seus Ministros; lítúrgica, a que a Igreja faz nas cerimônias litúrgicas.

A oração é um dever que Jesus Cristo nos impôs, dizendo: «É preciso orar sempre e não desistir nunca» (Ev. S. Luc. XVIII, 1); «vigiai e orai, para não cairdes em tentação» (Ev. S. Mat. XX VI, 41); «vigiai orando em todo o tempo» (Ev. S. Luc. XXI, 36). Jesus Cristo mesmo orou e deixou-nos um modelo de oração: «Meu Pai, se é possível, passe de Mim este cálice, todavia não se faça a minha vontade mas a vossa» (Ev. S. Mat. XXVI, 39), e ensinou-nos a oração do Pai nosso (Ev. S. Mat. VI, 9-13). Os Apóstolos ensinaram-nos por quem e para que se deve orar. Escreve o Apóstolo São Paulo: «Eu te rogo que se façam súplicas, orações, petições, ações de graças por todos os homens, pelos reis e por todos os que estão elevados em dignidade, para que vivamos uma vida sossegada e tranqüila em toda a sorte de piedade e honestidade, porque isto é agradável diante de Deus nosso Senhor» (Ep. I. Timót. II, 1-3). Deus quer que façamos oração, não para Lhe darmos a conhecer as nossas necessidades, nem para que mude os seus desígnios a nosso respeito, mas porque quer realizar muitos atos da sua vontade a nosso respeito mediante as nossas orações, de outro modo não teria dito «pedi e recebereis». E, se as nossas orações não são sempre eficazes é porque, diz o Apóstolo São Tiago (IV, 3); «pedis e não recebeis, e isto porque pedis mal, para satisfazerdes as vossas paixões». Em qualquer oração deve haver: elevação da mente a Deus, confiança do impetrante, ação de graças e súplica. Podemos pedir coisas temporais como necessárias, e coisas espirituais como principais. Podemos pedir aos outros homens e aos Santos que orem por nós, para que alcancem de Deus, pelos seus méritos e orações, aquilo que desejamos. Assim o ensina São Tiago, (V, 16), dizendo: «Orai uns pelos outros para serdes salvos, porque muito vale a oração perseverante do justo».

A oração dominical, ou o Pai nosso, é perfeitíssima, porque contém tudo o que se pode desejar, e por ordem; por isso devemos dizê-la muitas vezes.

É preciso orar com freqüência, principalmente de manhã, pedindo as graças necessárias para o dia; e à noite, agradecendo os benefícios recebidos, e pedindo perdão das faltas cometidas durante o dia.

Última atualização do artigo em 19 de janeiro de 2025 por Arsenal Católico

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