Pálio, é um docel portátil, sustentado por varas, que obrigatoriamente serve nas procissões para cobrir o Sacerdote que leva a custódia com o Santíssimo Sacramento. É tolerado também que vão debaixo do Pálio as Relíquias da Verdadeira Cruz do Senhor e os Instrumentos da Paixão, contanto que não estejam reünidas a relíquias de Santos. É proibido levar nas procissões debaixo do pálio relíquias ou imagens dos Santos, ainda que sejam da Santíssima Virgem (S. C. R.). Se houver costume, também pode ir debaixo do pálio a imagem do Senhor morto, na sexta-feira santa (S. C. R.). Também é recebido debaixo do pálio o Bispo, na visita pastoral (Pont. Rom.).
Também se chama Pálio a um ornamento que o Arcebispo põe sobre os ombros depois de revestido de todos os outros ornamentos pontificais. O Palio era insígnia do imperador que foi concedida ao Papa ou no século IV ou no século V. No princípio era sinal do poder e missão do pastor passando também a ter o significado de uma relíquia de São Pedro e de um instrumento do poder arquiepiscopal.
O Pálio é feito da lã de cordeirinbos, benzida no altar de Santa Inês e depositado depois sobre o altar da confissão de São Pedro. (Ver A. Coelho, C. de Lit. Rom., 1943, Vol. II, pág. 240). É formado por duas fitas de lã branca, da largura de dois dedos, que pendem sobre o peito e sobre as costas, com algumas cruzes pretas. Usam-no os Metropolitas como sinal de jurisdição sobre as igrejas da sua Província eclesiástica; antes de o receberem não podem licitamente exercer a sua jurisdição arquiepiscopal (C. 275, 276). A bênção do «Pálio» é reservada ao Sumo Pontífice.
Última atualização do artigo em 2 de fevereiro de 2025 por Arsenal Católico
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