Perfeição, consiste na união permanente da alma com Deus, pois a última perfeição duma coisa consiste na consecução do fim último para que foi criada. O fim último do homem é este: conhecer e amar a Deus como Ele é e como merece. Isto só se consegue de modo completo e permanente no Céu. Ninguém é obrigado a ser perfeito enquanto viver neste mundo, mas todos são obrigados a tender à perfeição. Foi neste sentido que Jesus disse: «Sede perfeitos, como vosso Pai celeste é perfeito» (Ev. S. Mat. V, 48). É dever do cristão imitar as perfeições divinas, manifestadas na vida humana de Jesus Cristo. Aquela tendência à perfeição consiste, essencialmente, em cumprir os Mandamentos divinos, e, secundariamente, no cumprimento dos Conselhos evangélicos que também se ordenam ao amor de Deus (Sum. Teológ , II-II, q.184 a. 3).
Embora seja necessário para o cristão observar os Conselhos que lhe são impostos pelos seus deveres de estado, no entanto a perfeição consiste antes de tudo no cumprimento dos Preceitos.
Não cumprem a vontade de Deus, (e, portanto, não O amam), aqueles que, para dar grandes esmolas, retardam indefinidamente o pagamento das próprias dívidas; também não cumprem a vontade de Deus os que se dão a devoções e esquecem os seus deveres graves de estado, domésticos, profissionais e de cristão, como, por exemplo, a assistência obrigatória à Santa Missa, aos Domingos e dias Santos, o contribuir, na medida das suas possibilidades, para as despesas do culto, etc., etc.
A verdadeira perfeição consiste em amar a Deus e ao próximo por Deus, distinguindo bem o principal do secundário, sem nunca esquecer aquela máxima de São Bernardo: «a medida do amor de Deus é Amá-lO sem medida».
Última atualização do artigo em 2 de março de 2025 por Arsenal Católico
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