Ad Gloriam Dei et Salutem Animarum
Arsenal
CAtólico
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Piedade, é uma virtude moral, que nos faz reverenciar e prestar o devido auxilio aos autores da nossa vida, da sua conservação e desenvolvimento.

Deve-se primeiramente aos nossos pais, de quem nascemos e por quem somos criados e, em segundo lugar, à Pátria, na qual vivem os nossos pais, nascemos e encontramos o ambiente propício à nossa formação física e espiritual. Esta piedade ou dedicação filial inclui também todos os parentes, isto é, todos os que nos estão ligados por algum laço de família; o amor da Pátria abrange igualmente todos os concidadãos que devem viver em boa harmonia, auxiliando se obsequiosamente, amando-se e respeitando-se uns aos outros. Sendo Deus o primeiro e principal autor e conservador da nossa vida a Ele se refere primeiramente a piedade, abrangida neste caso pela virtude da religião e que nos leva a reverenciar Deus e prestar-lhe o culto devido, como nosso Pai. É neste sentido que vulgarmente se toma a virtude da piedade.

Há uma falsa piedade, que se conhece por ser: exterior e formalista, pueril e às vezes ridícula, mundana e sentimentalista. A verdadeira piedade tem o seu fundamento na Fé viva e esclarecida; é humilde, é amável, é zelosa, é racional, caritativa e modesta e é moderada pela prudência. O essencial no culto divino, ou na prática da Religião, é que tudo se faça com amor sobrenatural e sinceridade, com o desejo de aperfeiçoar a vida moral e de glorificar a Deus. «A piedade para tudo é útil, porque tem a promessa da vida presente (que se aperfeiçoa) e da futura (que é o Céu) (Ep. I Tim. IV , 8).

O dom de piedade reforça a virtude da piedade ou religião e pela moção do Espírito Santo faz-nos ir mais além, reverenciando a Deus, não já pelos benefícios dEle recebidos, mas por Ele mesmo, pela sua magnificência e bondade.

Última atualização do artigo em 2 de março de 2025 por Arsenal Católico

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