Predestinação, é um ato da vontade divina, determinando, desde toda a eternidade, conduzir certas criaturas para a vida eterna (Ep. Efés. I, 4, 5).
Escrevendo aos Romanos, São Paulo afirma: «aos que Deus predestinou, a esses chamou e aos chamados justificou-os e aos justificados glorificou-os» (Rom. VIII, 30).
E noutro lugar, escreve ainda o mesmo Apóstolo: «Deus elegeu-nos (em Cristo), antes da constituição do mundo. . . e predestinou-nos em caridade, para sermos seus filhos adotivos por Jesus Cristo, segundo o beneplácito da sua vontade» (Efés. 1, 4, 5).
O Concilio Valentino (ano 855, can. 3) ensina: «confessamos fielmente a existência da predestinação dos eleitos para a vida eterna».
A predestinação nada põe no predestinado, senão os seus efeitos, que são a preparação para a glória e a preparação para a graça, que é o meio único para conseguir a glória. Os predestinados não estão certos da sua predestinação, a não ser que Deus lha faça conhecer. Ninguém, pois, pode ter a presunção de que é predestinado; todavia aquele que vive cristãmente, como a Igreja ensina, pode ter a esperança de ser chamado ao Céu, porque não pode viver virtuosamente sem um auxílio especial da graça divina.
Última atualização do artigo em 13 de abril de 2025 por Arsenal Católico
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