Próximo. O nosso próximo, são todas as criaturas racionais capazes de felicidade eterna. Por preceito divino, devemos amar o próximo como a nós mesmos (Ev. S. Mat. XXII, 39). O amor ao próximo, para ser verdadeiro, não é preciso ser sensível, porque o verdadeiro amor não procede da parte sensitiva da alma, mas da vontade; de sorte que pode existir, mesmo com um sentimento de antipatia natural e é assim que podemos amar os nossos inimigos. A caridade, ou amor ao próximo, exige:
a) que desejemos a todos a salvação das suas almas e os bens necessários para a conservação da sua vida;
b) que procuremos para eles, nas ocasiões oportunas, as mesmas vantagens que procuraríamos para nós e lhes poupemos, quanto pudermos, os males que não queremos para nós;
c) que pratiquemos, em seu favor, as obras de misericórdia, corporais e espirituais, de que se virem necessitados.
Última atualização do artigo em 4 de maio de 2025 por Arsenal Católico
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