Ad Gloriam Dei et Salutem Animarum
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CAtólico

O inferno – Frei Pedro Sinzig, O.F.M

1. Há um inferno, e ele é profundo e terrível acima de toda descrição. A razão e a fé nos falam de sua existência e de sua natureza. onde, se não houvesse inferno, acharia o mal a sua punição? Seria Deus só misericordioso, sem ser também justo? N’Ele todas as divinas perfeições são iguais. Jesus, o bom, o manso, o compassivo, não menos de 15 vezes fala no Santo Evangelho do fogo infernal, fogo criado pela justiça ofendida, fogo abrasador que arde fóra e dentro do corpo. Não há que fugir a esta verdade. Quem poderá suportar este castigo do pecado?

2. O desespero dos condenados é indescritível. “Eu podia facilmente salvar-me”, brada-lhes, sem cessar, a própria consciência. Era tão fácil, e eu, por leviandade, não o fiz. Estão em trevas terríveis. Desapareceu-lhes o sol a luz eterna: Deus. Sem Deus, por toda a eternidade! “Apartai-vos de mim, malditos”, assim lhes falou quem é toda luz, beleza, vida, riqueza e verdade; assim lhes falou a quem agora queriam amar, ardentemente, para também serem amados. É tarde. Afastou-se o mundo, afastou-se Deus; nenhum consolo, pois. Um pecado – um inferno; mil pecados – mil infernos! No inferno há moços e velhos, seculares e religiosos. Estarás tu seguro?

Breves Meditações Para Todos os Dias do Ano, Frei Pedro Sinzig, OFM, Quarta Edição, 1921.

Última atualização do artigo em 12 de setembro de 2026 por Arsenal Católico

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