Benvindo sejais, meu doce Jesus, a esta pobre morada do meu coração.
Como é possivel que um Deus viesse visitar-me, a mim, miserável pecador?…
Tenho em meu peito o Filho de Deus, o seu Corpo, Sangue, Alma e Divindade! Assim é, Senhor, daria mil vidas, se as tivesse, em confirmação desta verdade.
Mas, donde me veio a mim tão grande honra? Donde, favor tão assinalado? Potencias de minha
alma, adorai o vosso Deus com a mais profunda humildade! Sentidos meus, prostrai-Vos ante vosso Deus e Senhor!…
Ó meu amantíssimo Jesus, já que me remistes com o vosso Sangue precioso, concluí a vossa obra, coroai as vossas misericórdias, concedendo-me a graça de……, e a vitória sobre minha paixão dominante.
Vós, Senhor, vêdes as enfermidades tão perigosas de minha alma, vêdes o mal que me faz a ira, a inveja, a soberba, a gula, e outras paixões desordenadas; sarai-me, Médico soberano e todo poderoso, pois para este fim me visitastes.
Desde este momento quero ser vosso, ó meu Deus, só a Vós quero pertencer, só de Vós ser possuído.
Vós me destes tudo, e eu tudo o que tenho Vos hei de dar.
Vós me destes o vosso Corpo, o vosso Sangue, e a vossa Alma.
Pois isto mesmo Vos dou eu: o meu corpo para Vos servir, o meu sangue para derramar por Vós, e a minha alma para vos amar eternamente.
Manual do Seminarista Menor, Devocionário, 1955.
Última atualização do artigo em 12 de setembro de 2026 por Arsenal Católico