Pai onipotente e santíssimo, ainda que eu não seja mais que uma pobre e vil criatura, dignai-Vos permitir-me de renunciar nas Vossas mãos a minha própria vontade.
Eu me ofereço em sacrifício inteiramente à Vossa divina vontade. Desejo que esta amabilíssima vontade se cumpra sempre em mim, tanto no corpo como na alma, no tempo e na eternidade.
Unindo-me àquela divina resignação com que Jesus se entregou no horto das Oliveiras à Vossa santíssima vontade, apropriando-me sua intenção, sua palavra, e seu coração, digo-Vos e torno a dizer-Vos mil vezes:
“Ó meu Pai, Vossa vontade e não a minha se cumpra no tempo e na eternidade!”
Ó bom Jesus, eu me ofereço a Vós, e me entrego nas Vossas mãos, com a disposição de bem receber as aflições e adversidades que me ameaçam. Recebei-las-ei de bom grado, e as suportarei com toda a paciência de que eu for capaz, unindo-me ao amor com que recebestes as penas, as injúrias, e as calúnias que Vosso Pai permitiu.
Dignai-Vos conceder-me a paciência e as forças necessárias para suportar com ânimo estas tribulações que vão cair sobre mim, e fazei que sirvam para Vossa glória, para minha salvação e a de todos os pecadores e para alívio das almas do purgatório. Amen.
Adoremus – Manual de Orações e Exercícios Piedosos por D. Frei Eduardo José Herberhold O.F.M, 1929.
Última atualização do artigo em 12 de setembro de 2026 por Arsenal Católico