1. A terra é cheia da misericórdia do Senhor. A criação do vasto universo a Deus só custou um ato de vontade. Quanto, porém, lhe custou tua salvação? A resposta é dada por Belém, Egito, Nazaré, toda a Palestina, Jerusalém, o Calvário, a Igreja, os sacramentos, o tabernáculo. Como não amar, a quem tanto te ama! Toda gota de suor e de sangue, cada passo de Jesus, toda a palavra que proferiu, é prova da sua infinita misericórdia.
2. Quem é que perdoa, e quem é que do perdão precisa? Quanto custa às vezes ao homem perdoar o próximo! Mas, que é o homem, comparado a Deus?! Como perdoa Deus? Não procura Ele seu ofensor? Não perdoa logo? Não perdoa sem reservas? Quantas vezes Deus perdoa? Não só sete vezes, “mas setenta vezes sete“, isto é: cada vez que o ofensor o desejar seriamente, sem jamais negar-se a esquecer e a perdoar tudo. Ainda mais: Deus recompensa ricamente a conversão, aceita, como amigo e filho, quem era inimigo e rebelde; dá até a eterna glória a quem não mais a merecia. Digna-se mesmo de alegrar-se com a volta das ovelhas perdidas. Quanta bondade!
Breves Meditações Para Todos os Dias do Ano, Frei Pedro Sinzig, OFM, Quarta Edição, 1921.
Última atualização do artigo em 12 de setembro de 2026 por Arsenal Católico