Ao começo
Pelo sinal da santa cruz, livrai-nos, Deus nosso Senhor, dos nossos inimigos.
Em nome do Pai , e do Filho e do Espírito Santo Amém.
Senhor, concedei-me a graça de ter as disposições devidas para Vos oferecer dignamente, em união com o Sacerdote, este augusto sacrifício. Eu Vo-lo ofereço, meu Deus, juntamente com as intenções de Jesus Cristo e da Igreja para prestar à Vossa divina Majestade a homenagem que Vos é devida, para Vos dar graças por todos os benefícios recebidos, em satisfação de todos os pecados do mundo e particularmente dos meus, e pra alcançar por Jesus Cristo, Vosso Filho, as graças que necessito.
À Confissão
Ainda que, para conhecer meus pecados, ó meu Deus, não tendes necessidade da minha confissão, porque ledes no meu coração todas as minhas iniquidades, eu me confesso diante do céu e da terra; declaro que Vos tenho ofendido com meus pensamentos, palavras e obras. Conheço minhas culpas e Vos peço humildemente perdão. Virgem Maria, anjos do céu, santos e santas do paraíso, rogai por nós; enquanto suspiramos gemendo neste vale de lágrimas e misérias, intercedei por nós para obter o perdão dos nossos pecados.
Quando o Sacerdote sobe ao altar
Adoro, Senhor, Vossa misericórdia, permitindo que o Sacerdote chegue ao nosso santuário para nos reconciliar convosco: removei, Senhor, pela Vossa bondade, todos os obstáculos que possam retardar esta reconciliação e impedir-nos de voltar á Vossa amizade.
Ao introito
Significa os desejos veementes com que os Santos da Lei antiga suspiravam pela vinda do Messias, a quem estava reservado abrir as portas do céu fechadas pelo pecado.
Vós, Senhor, que inspirastes aos Patriarcas tão ardentes desejos de ver descer sobre a Terra o Vosso Filho, comunicai-me uma parte deste santo ardor, e fazei que, não obstante as misérias e dificuldades desta vida, tenha eu santos desejos de unir-me a Vós.
Aos Kyries
Eu Vos suplico, meu Deus, com gemidos e suspiros reiterados, que tenhais misericórdia de mim; e ainda que em todos os momentos da minha vida dissesse: “Senhor, tende piedade de mim”, não seria isso bastante em consideração da enormidade dos meus pecados.
O Glória
Significa o canto dos Anjos e Pastores no nascimento do Filho de Deus.
A glória que Vós mereceis, ó meu Deus, só no céu se Vos pode dar dignamente; contudo, meu coração faz o que pode na Terra: ele Vos louva, adora e glorifica e Vos reconhece como o Santo dos Santos e soberano Senhor do céu e da terra, Pai, Filho e Espírito Santo.
Às Orações
Recebei, Senhor, as súplicas que Vos dirigimos: concedei-nos as graças e as virtudes que a Igreja, Vossa esposa, Vos pede em favor nosso. Verdade é que não merecemos ser ouvidos; mas atendei-nos já que Vo-lo pedimos por Jesus Cristo Vosso Filho, que convosco vive e reina pelos séculos dos séculos. Amen.
À Epístola
Significa a pregação dos Profetas e do Santo Precursor: é a preparação para ouvir o Santo Evangelho.
Eu considero esta Epístola como uma carta vinda do céu para mostrar-me Vossa adorável vontade. Concedei-me a graça que preciso para cumprir o que me mandais. Vós, Senhor, Sois quem inspirou aos Profetas e Apóstolos o que escreveram: acendei no meu coração o fogo sagrado que os inflamou, para que, como eles, eu Vos ame e sirva sobre a terra.
O Evangelho
É a pregação de Jesus Cristo, a qual ouvimos em pé em sinal de estarmos prontos para cumpri-la ainda que seja a custa da própria vida.
Eu me levanto, ó Soberano Legislador, para atestar que disposto estou a defender, ainda a custa dos meus interesses e da própria vida, as verdades eternas contidas no Santo Evangelho. Concedei-me a graça de que eu tenha tanta fidelidade em cumprir Vossa divina palavra quanta é a fortaleza que me inspirais para que a creia.
O Credo
Sim, meu Deus; creio todas as verdades que Vós haveis revelado à Vossa Santa Igreja; e nesta crença, unindo-me interiormente à profissão de fé do Sacerdote, digo agora com o espírito e o coração o que ele Vos diz com as palavras: Creio firmemente em Vós, e nesta fé quero viver e morrer no seio da Igreja Católica, Apostólica, Romana.
O Ofertório
Significa a oferenda que Jesus Cristo fez na Cruz do seu Corpo e Sangue e a que de novo está disposto a fazer pelo amor dos homens.
Ainda que indigno, pois sou apenas uma criatura mortal e pecadora, ofereço-Vos, pela mediação do Sacerdote, ó meu Deus, esta Hóstia imaculada e este precioso Cálice, que devem ser convertidos no Corpo e Sangue de Jesus Cristo, Vosso Filho; recebei, Senhor, este sacrifício inefável e permiti que eu junte a esta oferenda santa o oferecimento que Vos faço do meu corpo e alma, dos meus bens, da minha vida e de tudo o que me pertence.
Ao Lavabo
Lavai-me, Senhor, no Sangue do Cordeiro, para que, purificado de todas as minhas nódoas e revestido com a veste nupcial de Vossa graça, possa eu esperar ser algum dia admitido ao banquete que Vós preparais aos Vossos eleitos no céu.
Ao Orate, fratres
Receba o Senhor de vossas mãos, ó venerável Sacerdote, este santo Sacrifício para honra e glória do Seu Nome e utilidade e proveito nosso e da Vossa Igreja. Amen.
Ao Prefácio e Sanctus
Significa a entrada de Cristo em Jerusalém, entre ramos e palmas, entre aplausos e aclamações do povo.
Já é tempo, minha alma de elevar-te sobre todas as coisas da terra. Levantai, Senhor, Vós mesmo nossos corações até Vós e permiti que unamos nossas vozes aos coros dos espíritos angélicos, e que neste lugar do nosso degredo repitamos o que eles eternamente cantam na morada da glória: “Santo, Santo, Santo é o Senhor Deus dos exércitos. Os céus e a terra cheios estão de Vossa glória”.
Ao Cânon
Pai Eterno, que Sois o soberano Pastor dos Pastores, conservai e governai Vossa Igreja e santificai-a e estendei-a por toda a terra. Recebei a todos os que dela formam parte, unidos pelo mesmo espírito. Abençoai o nosso Santo Padre, o Papa, o nosso Bispo e todos os que vivem unidos pela fé à Vossa Igreja. Eu Vos peço, meu Deus, que Vos lembreis dos meus parentes, amigos e benfeitores, assim espirituais como temporais. Encomendo-Vos, também, com todo meu coração, as pessoas das quais tenho recebido ou possa receber algum mal; esquecei, Senhor, seus pecados e os meus; fazei que participem dos merecimentos deste divino sacrifício e recompensai-os com as Vossas bênçãos neste mundo e no outro.
À elevação da Hóstia
Contempla a Jesus Cristo levantado na Cruz e dize, com fé viva, batendo no peito:
Adoro o Sagrado Corpo de meu Senhor Jesus Cristo, oferecido no altar da Cruz como digno sacrifício pela redenção do mundo.
À elevação do Cálice
Contempla as cinco chagas de Jesus gotejando sangue por teus pecados, e com fé viva, compungido, batendo no peito dize:
Adoro o Sangue precioso do meu Senhor Jesus Cristo, que, derramado na Cruz, foi oferecido ao Eterno Pai pela nossa salvação.
Medita agora, como se estivesses ao pé da cruz, nos tormentos e na agonia do Salvador, no perdão que pede pelos Seus algozes e nas palavras que diz à Sua inconsolável Mãe.
Ao Memento dos defuntos
Lembrai-Vos, Senhor, das almas que sofrem no Purgatório; elas Vos pertencem e são Vossas esposas; particularmente Vos peço pelas almas dos meus pais, parentes e amigos, e por aquelas por quem tenho maior obrigação de pedir.
Ao Pater noster
Ainda que eu não o mereça, ó meu Deus, Vós Sois meu Pai. Concedei-me, pois, a graça de que não me faça indigno de ser Vosso filho. Que Vosso Santo Nome seja sempre bendito e santificado. Reinai sobre meu coração, para que eu fala Vossa vontade na terra, como a fazem os bem-aventurados no céu. Vós sois meu Pai: dai-me, se Vos apraz, o pão celeste com que alimentais Vossos filhos. Perdoai, Senhor, minhas dívidas, assim como eu perdoo de todo meu coração, por Vosso amor, aos que me tenham ofendido. Não permitais que eu caia em tentação; mas fazei que com a Vossa graça vença os inimigos da minha salvação.
Ao Agnus Dei
Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, tende piedade de mim que me acho oprimido pelo enorme peso dos meus pecados. Perdoai-me, Senhor, para que goze da Vossa paz e do Vosso amor.
Ao Domine non sum dignus
Ah, meu Jesus, é bem certo que não mereço receber-Vos; tenho-me feito indigno pelos meus pecados. Detesto-os, Senhor, e os aborreço porque me afastaram de Vós. Chegai, não obstante, ó meu Deus, falai ao meu pobre coração para que eu me mova à contrição.
À Comunhão
Meu querido e bom Jesus; já que não tenho a felicidade de Vos receber hoje sacramentalmente, vinde, com Vossa graça, tomar minhas potências e sentidos e de todo o meu ser, para que sendo todo Vosso, viva e morra em Vosso santo amor. Vinde, meu bom Jesus, vinde.
Senhor meu Jesus Cristo, não sou digno de que Vossa divina Majestade entre na minha pobre morada; dizei, porém, uma só palavra e minha alma será salva. – Senhor meu Jesus Cristo, não sou digno… etc. – Senhor meu Jesus Cristo, não sou digno… etc.
Graças, meu bom Jesus, graças Vos dou pelo favor especialíssimo que acabais de dispensar-me. Que Vos darei em agradecimento de tanto bem? Aqui estou, Senhor; fazei de mim o que Vos agrada; juntai-me a Vós, estreitai-me a morte antes que separar-me de Vós.
Às últimas orações
Vós quereis, Senhor, que Vossos fiéis Vos roguem sempre, porque sempre eles têm necessidade das Vossas graças e porque os tesouros da Vossa misericórdia são inesgotáveis: infundi em nossos corações o espírito de humildade, de confiança e amor, para que, encaminhando-nos a Vós, como desejais, mereçamos ser ouvidos por Jesus Cristo, Vosso Filho, que vive e reina convosco na glória. Amen.
À bênção
Santíssima e adorável Trindade sem princípio e sem fim: em Vosso Nome começamos este sacrifício e nele também o acabamos. Dignai-Vos fazer com que Vos seja agradável, e já que Vós Sois o abismo de majestade, sede também para nós abismo de misericórdia, dando-nos Vossa bênção.
Ao último Evangelho
Verbo eterno, por quem foram feitas todas as coisas, e que tendo encarnado por nós na plenitude dos tempos, instituístes este augusto sacrifício, humildemente Vos agradecemos tê-lo assistido neste dia para que participemos dos seus saudáveis efeitos. Que todos os Anjos e Santos Vos louvem no céu e que nós Vos glorifiquemos na Terra e procedamos dignamente todos os dias da nossa vida, como requer o nosso nome de cristãos. Amen.
Devocionário e Mês de Santa Rita de Cássia pelo Exmo. e Revmo. D. Bernardo Martinez Noval O.S.A., Bispo de Alméria, traduzido do espanhol pelo P. Domingos de Lemos da mesma Ordem, 2ª Edição, 1952.
Última atualização do artigo em 12 de setembro de 2026 por Arsenal Católico