1. Só de uma coisa deves ter pejo: é do mal; entretanto te envergonhas, às vezes, do contrário: de fazer o bem. Não te inquieta nunca a idéia de poderes ser censurado? Não deixas por isso, às vezes, de aproveitar uma graça oferecida por Deus? Quantas conversões do mal ao bem, do bem ao melhor, são impedidas pelo respeito humano! Triste covardia, que te torna escravo do mundo, fazendo sacrificar tua própria convicção! É infundado, aliás o receio de censura por firmeza de princípios; o mundo, bem a contragosto seu, estima o corajoso e cala-se diante de quem não se lhe curva.
2. Só a Deus deves temer: “Temei, pois, àquele que, depois de matar, tem o poder de lançar no inferno”. Que aconteceria, se Deus um dia se envergonhasse de ti? Se te pagasse com a mesma moeda?
Que são aqueles, porém, cujo juízo temes? Os bons? os que virão com Jesus, para julgar o mundo? Não são antes os maus, os indiferentes, os iludidos? Onde chegarias, se quisesses seguir os maus? Receias ser chamado esquisito? Ainda que fossem esquisitos todos os que andam no caminho estreito, só estes se salvarão.
Breves Meditações Para Todos os Dias do Ano, Frei Pedro Sinzig, OFM, Quarta Edição, 1921.
Última atualização do artigo em 12 de setembro de 2026 por Arsenal Católico