1. O rico avarento e o pobre Lázaro! Que antagonismo! Aquele possuía tudo fartamente; e este, coberto de chagas, desejava matar a fome com as migalhas que caíam da mesa do rico. O mundo aplaude a felicidade do rico e tem a Lázaro por infeliz. Na eternidade, porém, aquele foi sepultado no inferno e este levado pelos anjos no seio de Abraão. E tu?… Não estimas mais o juízo do mundo, que foge da pobreza e de toda cruz, do que o de Deus?
2. a) Que súbita e terrível mudança na eternidade para o rico avarento! Gozava aqui; viu-se privado de tudo ali… Que sorte feliz a do pobre! Aqui sofrendo, lá em gozos sem fim! Os sofrimentos na terra, de fato, não podem ser comparados com o céu.
b) O rico, não podendo ter nem o alívio duma gota d’água, pediu que Lázaro fosse advertir seus irmãos, para que não caíssem também no inferno. Abraão declarou inútil este milagre, porque tinham na terra os profetas, a quem podiam ouvir. De fato, ressuscitado por Jesus um outro Lázaro, os fariseus continuaram obstinados. Tu tens ainda mestres melhores. Por que não os ouves?
Breves Meditações Para Todos os Dias do Ano, Frei Pedro Sinzig, OFM, Quarta Edição, 1921.
Última atualização do artigo em 12 de setembro de 2026 por Arsenal Católico