Adoro-Vos, Verbo encarnado, verdadeiro Filho de Deus desde toda a eternidade e verdadeiro Filho de Maria Virgem na plenitude dos tempos. Adorando a Vossa divina pessoa e a humanidade, que Vos está unida, não posso deixar de venerar o pobre berço em que Vos reclinastes ainda menino e que verdadeiramente foi o primeiro trono do Vosso amor. Possa eu prostrar-me diante dele com a simplicidade dos pastores, com a fé de São José, com a caridade da bem-aventurada Virgem Maria! Seja-me permitido também inclinar-me a adorar, com espírito de mortificação, de pobreza e de humildade, um tão precioso monumento da nossa salvação, em que Vós, embora Senhor do céu e da terra, escolhestes um presépio para receptáculo dos Vossos pobres membros! E Vós, ó Senhor, que, apenas recém-nascido, Vos dignastes repousar neste berço, dignai-Vos também derramar no meu coração uma gota daquele júbilo, que deviam produzir não só a vista de Vossa amável infância, mas também os portentos que acompanharam o Vosso nascimento. Em virtude desta alegria, enfim, Vos suplico que concedais a todo o mundo a paz e boa vontade, e em nome de todo o gênero humano deis todas as graças e toda a glória ao Pai e ao Espírito Santo, que convosco vive e reina como um só Deus pelos séculos dos séculos. Assim seja.
Maná ou Alimento da Alma Devota – Orações e Exercícios Piedosos compilados por Frei Ambrósio Johanning O.F.M., XXII Edição, 1955.
Última atualização do artigo em 12 de setembro de 2026 por Arsenal Católico