Ad Gloriam Dei et Salutem Animarum
Arsenal
CAtólico

1. Bem que não haja coisa mais natural do que amarem-se todos a si mesmos, contudo, são poucos os que verdadeiramente se amam; pois, como se quer bem a si aquele que aos bens eternos prefere os da terra? Como ama sua alma o desonesto, o usuário, o avarento, o maldizente, o egoísta? Os bens do mundo passam; nada, absolutamente nada deles poderás levar contigo à eternidade. Continuarás, pois, a apreciar, a aspirar talvez, o que poderá agenciar-te males eternos? Ouve a voz de Deus: “Quem ama a iniquidade, aborrece a sua alma”.

2. Se te amares verdadeiramente, reputarás por grandes bens o que o mundo tem por males: a cruz de Cristo, trabalhos feitos por Ele, injustiças sofridas por seu santo Nome. Abre os lhos da alma, da fé, para não trocares os nomes das coisas, chamando bens o que são males e amando o que deves odiar. Se duro te parece carregar a cruz do Salvador, lembra-te que é mais duro ouvir a terrível sentença final que afasta para sempre de Deus e de seus escolhidos, e que, em vez do eterno repouso, dá penas e remorsos sem fim.

Breves Meditações Para Todos os Dias do Ano, Frei Pedro Sinzig, OFM, Quarta Edição, 1921.

Última atualização do artigo em 12 de setembro de 2026 por Arsenal Católico