Ad Gloriam Dei et Salutem Animarum
Arsenal
CAtólico
Fachada da Basílica de São Pedro em Roma, início da noite. Cidade do Vaticano., Creative Commons, Wikimedia Commons

As Indulgências

1. Por indulgência entende-se a remissão de penas merecidas pelos pecados já perdoados. O pecado causa múltiplos males à alma. Rouba-lhe a amizade de Deus e o direito ao céu, fá-la digna do inferno e de castigos temporais. Pela boa confissão fica restabelecida a amizade com Deus, e perdoada a pena eterna; não sempre, porém, o castigo temporal. Este pode ser perdoado pela Santa Igreja, que dispõe de riquíssimo tesouro espiritual e recebeu de Jesus o poder de desligar tudo o que impede de entrar no céu. Assim os méritos superabundantes de Jesus, de Maria e dos Santos redundam em proveito dos pecadores.

2. Não estás obrigado a ganhar indulgências. Preferindo satisfazer a justiça divina nas chamas do purgatório até ao último ceitil*, tens plena liberdade. Mas ai de ti, se adiares para a eternidade o que agora podes pagar com tão pouco! Se te amares a ti mesmo, serás solícito em ganhar muitas e muitas indulgências, para escapar assim às horríveis penas do purgatório. Lá, por mais que sofras, nada ajuntarás à tua glória no céu, enquanto aqui todas as obras satisfatórias são também meritórias e aumentarão tua glória.

Breves Meditações Para Todos os Dias do Ano, Frei Pedro Sinzig, OFM, Quarta Edição, 1921.


* Ceitil: moeda portuguesa do tempo de D. João I 1385-1433. Quantia insignificante.

Última atualização do artigo em 12 de setembro de 2026 por Arsenal Católico

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