(Aprovado por decreto de 22 de abril de 1880)
Ó Jesus, Redentor meu e Deus meu! Apesar do infinito amor que tendes aos homens, os quais remistes derramando todo Vosso Sangue precioso, Sois todavia pouco amado por eles! Antes Sois tão ofendido e injuriado especialmente com blasfêmias e profanações dos dias santos! Oh! se eu pudesse dar a Vosso Divino Coração alguma satisfação! Se pudesse reparar a grande ingratidão e desconhecimento que sofreis da maior parte dos homens! Quisera poder mostrar-Vos quanto desejo amar e honrar, diante de todos os homens, Vosso Coração adorável e amorosíssimo, e aumentar cada vez mais Vossa glória!
Quisera poder alcançar de Vosso Coração a conversão dos pecadores, e de tantos outros indiferentes, que, tendo a felicidade de pertencer a Vossa Igreja, não zelam os interesses de Vossa glória, e da mesma Igreja que é Esposa Vossa! Quisera igualmente poder alcançar a conversão desses católicos que não deixam de mostrar-se tais, com muitas obras exteriores de caridade, mas que, aferrados de mais as suas opiniões recusam submeter-se às decisões da Santa Sé, ou tem sentimentos que não concordam com o seu magistério!… Ah! convertam-se todos, persuadindo-se da verdade desta sentença: “quem não ouve a Igreja, em tudo, não ouve a Deus que está com ela!”
Para conseguir estes fins santíssimos, e obter o triunfo e a paz duradoura desta Vossa Imaculada Esposa, o bem estar e a prosperidade do Vosso Vigário cá na terra, e para ver preenchidas suas santas intenções; e também para que todo o Clero cada vez mais se santifique e Vos seja agradável, e por tantos outros fins mais, que Vós, ó meu Jesus, entendeis serem conformes com a Vossa vontade; para a conversão dos pecadores e santificação dos justos, afim de que todos alcancemos um dia a eterna salvação das nossas almas; e finalmente, porque sei, ó meu Jesus, que faço um ato agradável a Vosso suavíssimo Coração, prostrado a Vossos pés, na presença de Maria Santíssima e de toda a Corte Celestial, solenemente reconheço, por todos os títulos de justiça e de gratidão, que pertenço inteira e unicamente a Vós, Redentor meu Jesus Cristo, fonte única de todo meu bem espiritual e temporal, e, unindo-me com a intenção do Sumo Pontífice, consagro-me, com tudo o que é meu, a Vosso Sacratíssimo Coração, ao qual unicamente quero amar e servir, com toda minha alma, com todo meu coração, com todas minhas forças fazendo com que Vossa vontade seja a minha, e unindo a Vossos todos meus desejos.
Finalmente, em sinal público desta minha consagração, solenemente declaro a Vós mesmo, ó meu Deus, que para o futuro, em honra do mesmo Sagrado Coração, segundo as regras da Santa Igreja, quero guardar as festas de preceito, e procurar sua observância nas pessoas em que tenho influência e autoridade.
Reunindo portanto no Vosso amável Coração todos estes santos desejos e propósitos, que me são inspirados para Vossa graça, confio poder dar-Lhe uma compensação das muitas injúrias que recebe dos ingratos filhos dos homens, e achar para minha alma, e para as almas de todos os meus próximos a minha felicidade, e a de todos eles, nesta e na outra vida. Assim seja.
(O presente exemplar concorda com o original existente na Secretaria da Congregação dos Sagrados Ritos. – Pelo Secretário. – JOSÉ CICCOLINI, Substituto.)
Viva Jesus! Manual ou Tesouro da Arquiconfraria da Guarda de Honra do Sagrado Coração de Jesus e da Arquiconfraria das Almas do Purgatório, 5ª Edição, 1896.
Última atualização do artigo em 12 de setembro de 2026 por Arsenal Católico