Entra hoje seriamente em ti mesmo e vê com que intenção fazes as tuas obras. Se as fazes mecanicamente e sem intenção alguma nem boa nem má, ser-te-ão inúteis para o céu. Se as fazes com intenção de agradar aos homens e por vanglória, por boas que em si sejam, tais obras tornam-se más e dignas de castigo: se pelo contrário em todas as tuas obras só em Deus pões a mira, se tão somente procuras a sua glória e o cumprimento da sua vontade, és feliz: porque então tu adquires méritos e tesouros para a eternidade. Foge da vanglória; “guardai-vos, não façais as vossas obras diante dos homens, com o fim de serdes visto por ele: de outra sorte não teríeis a recompensa da mão de vosso Pai que está nos céus”.
Ó meu Deus! Pois que é essa glória do mundo senão um fumo vão! Contenta-te: em tuas boas obras, do testemunho da tua consciência; contenta-te com saber que todas as tuas ações tens a Deus por testemunha e nunca vás mendigar dos homens uma glória que te faça perder a verdadeira. Lá no fundo do teu coração diz e repete continuamente:
“A Deus só seja honra e glória pelos séculos dos séculos. Senhor, dai glória não a nós mas ao vosso nome”
Oculta quanto ser possa tuas ações e tem cuidado de, antes de as começares, certificar a intenção, dizendo com Santo Inácio de Loyola:
“Meu Deus, isto vou eu fazer por amor de vós e para vossa maior gloria”
Se no meio da tua ação vier o demônio tentar de vanglória, não a interrompas por isso; dize-lhe com São Bernardo:
“Nem por ti começou, nem por ti hei de acabar”
Tudo seja para Deus, seja tudo para sua glória. De todos os dias esta seja a tua divisa.
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Do livro “As Chamas do Amor de Jesus” de Abade D. Pinnard
Última atualização do artigo em 12 de setembro de 2026 por Arsenal Católico