Ad Gloriam Dei et Salutem Animarum
Arsenal
CAtólico

1. a) Contemplando a encarnação de Jesus, ressalta aos olhos a infinita perfeição de Deus. Que poder e sabedoria não foram precisos para unir a divindade com a humanidade, sem alterar aquela, para assumir a natureza de escravo, sem diminuir a de Deus: para abater a majestade sem faze-la decair; despoja-la sem empobrece-la; para tornar a divindade visível, sem torna-la menos adorável. Como Deus é grande! Como Ele é onipotente!

b) Para nos curar, opõe à nossa soberba a humildade de um Deus, à nossa sensualidade os sofrimentos de um Deus, ao nosso horror da morte a morte de um Deus.

2. Sobressai ainda mais a divina bondade, Deus desce até à nossa baixeza. É o monarca que vem morar no meio dos seus súditos, para se fazer mais amado deles; é o bom pai que balbucia com os seus filhinhos, para os instruir; é o bom pastor que procura as ovelhas, perdidas ou fugidas, até achá-las. Pode haver amor igual a este? Haverá quem mais mereça possuir teu coração, do que Jesus?

Breves Meditações Para Todos os Dias do Ano, Frei Pedro Sinzig, OFM, Quarta Edição, 1921.

Última atualização do artigo em 12 de setembro de 2026 por Arsenal Católico