Todas as graças, todas as virtudes, todos os dons, são dispensados pelas mãos de Maria.
Ó minha terna Mãe, agradeço-vos todo o bem que tendes feito a um desgraçado digno do inferno. De quantos perigos me tendes livrado, ó Rainha poderosa; quantas luzes e misericórdias não me haveis alcançado de Deus! Que grande bem, ou que grande honra haveis recebido de mim, para assim me prodigalizardes os vossos benefícios? A vossa bondade só é que devo tudo isto. Ah! ainda que derramara o meu sangue e dera a vida por vós, pouco fôra para satisfazer as minhas obrigações para convosco: da morte eterna me livrastes; me fizestes recobrar, como confio, a graça de Deus; numa palavra, tudo devo a vós. Amabilíssima Soberana minha, tudo o que posso fazer em retribuição, miserável como sou, é vos louvar e amar para sempre; ah! não rejeiteis a homenagem dum pobre pecador, cativo de amor pela vossa bondade. Se meu coração é indigno de vos amar, porque é cheio de manchas e afetos terrenos, nas vossas mãos está mudá-lo; pelas entranhas da vossa misericórdia, mudai-o pois: ligai-me ao meu Deus, e isto por laços tão fortes que não possa nunca mais me separar do seu amor. O que de mim exigis é amar o vosso Deus: pois bem! a vós é que peço este favor; sim, obtende-me amá-Lo e amá-Lo sempre. A isto se limitam os meus desejos.
As Mais Belas Orações de Santo Afonso, Coordenadas pelo Pe. Saint-Omer, Redentorista e vertidas para o vernáculo por D. Joaquim Silvério de Sousa, Editora Vozes, 1961.
Última atualização do artigo em 12 de setembro de 2026 por Arsenal Católico