Ad Gloriam Dei et Salutem Animarum
Arsenal
CAtólico
Diego Velázquez, Coroação da Virgem, entre 1635 e 1636, Museo del Prado, Domínio Público, Wikimedia Commons

Oração a Maria, Rainha do paraíso

Os servos de Maria trarão, no céu, ornamentos distintos pelo seu brilho e riqueza, pelos quais serão reconhecidos por familiares desta augusta Rainha e personagens da sua côrte.

Ó Rainha do paraíso, Mãe do santo amor, pois de todas as criaturas sois a mais amável, a mais cara a Deus, e sua amante principal, acolhei o amor do mais ingrato e miserável pecador da terra, o qual, vendo-se pela vossa intercessão preservado do inferno e cumulado de benefícios imerecidos, cativou-se do vosso amor. Quisera me fosse possível fazer compreender a todos os homens que não vos conhecem, quão digna sois de ser amada, para conquistá-los a vosso amor e honra; quisera até dar a minha vida defendendo a vossa virgindade, a vossa dignidade de Mãe de Deus, a vossa imaculada Conceição, se, para defender estas gloriosas prerrogativas, a minha morte fosse necessária. Ó Mãe queridíssima, aceitai esta expressão dos meus sentimentos, e não sofrais se torne inimigo do vosso amadíssimo Senhor um dos vossos dedicados servos. Outrora, ai! quando ofendia o meu divino Senhor, era o seu inimigo!… Mas então, ó Maria, não vos amava, e pouco me dava de ser amado de vós; nesta hora, ao contrário, o que mais desejo, depois da graça de Deus, é amar-vos e ser amado de vós. As minhas faltas passadas não me impedem de esperar este favor, porque sei que, sendo Soberana incomparável em bondade e generosidade, não vos desprezais de amar os mais miseráveis pecadores que vos amam, e nunca vos deixais vencer em amor por quem quer que seja. Ó das rainhas a mais amável, quero ir para o paraíso a fim de vos amar; lá, prostrado aos vossos pés, muito melhor hei de ver quão amável sois, e tudo o que haveis feito para minha salvação; também vos amarei então com amor mais ardente, amor eterno, sem temor de jamais deixar de vos amar.

As Mais Belas Orações de Santo Afonso, Coordenadas pelo Pe. Saint-Omer, Redentorista e vertidas para o vernáculo por D. Joaquim Silvério de Sousa, Editora Vozes, 1961.

Última atualização do artigo em 12 de setembro de 2026 por Arsenal Católico