Deus onipotente e Eterno, eis que me vou aproximar do Sacramento de Vosso Filho Unigênito, Nosso Senhor Jesus Cristo. Venho como enfermo ao Médico da Vida, como impuro à fonte de misericórdia, como um cego à luz da eterna claridade, como pobre indigente ao Senhor do Céu e da terra. Reclamo, pois, a abundância de Vossas liberalidades infinitas, para que Vos digneis curar-me de minhas enfermidades, lavar-me as máculas, iluminar-me a cegueira, enriquecer-me a pobreza, vestir-me a nudez, de modo a que possa receber o Pão dos Anjos, o Rei dos Reis e o Senhor dos senhores, com tanto respeito e humildade, tanta contrição e recolhimento, uma pureza e uma fé tão vivas, um bom propósito e intenções tais como requer a salvação da minha alma.
Concedei-me, eu Vo-lo peço, que eu receba não somente o Sacramento do Corpo e do Sangue do Senhor, mas também o efeito e a força deste Sacramento. Ó Deus clementíssimo, já que me é dado receber o Corpo de Vosso Filho Unigênito, Nosso Senhor Jesus Cristo, este mesmo Corpo que Ele tomou no seio da Virgem Maria, fazei que eu O receba com disposições tais, que mereça ser integrado em seu Corpo místico e contado entre seu membros.
Ó Pai clementíssimo, concedei-me contemplar, enfim, face a face por toda a eternidade, Vosso Filho dileto, o qual, neste peregrinar terrestre, me preparo para receber sob os véus sacramentais.
Amen.
Ind. 3 a.; plen, se for por todo o mês, nas cond. Cost. – E.I. 158
Em Latim
Omnípotens sempitérne Deus, ecce accédo ad sacraméntum unigéniti Fílii tui Dómini nostri Jesu Christi; accédo tamquam infírmus ad médicum vitae, immúndus ad fontem misericórdiae, caecus ad lumen claritátis aetérnae, pauper et egénus ad Dóminum caeli et terrae. Rogo ergo imménsae largitátis tuae abundántiam, quátenus meam curare dignéris infirmitátem, laváre faeditátem, illumináre caecitátem, ditáre paupertátem, vestire nuditátem: ut panem Angelórum, Regem regum, et Dóminum dominántium tanta suscípiam reveréntia et humilitáte, tanta contritióne et devotióne, tanta puritáte et fide, tali propósito et intentióne, sicut éxpedit salúti ánimae meae.
Da mihi, quaeso, Domínici Córporis et Sánguinis nos solum suscipere sacraméntum, sed étiam rem e virtútem sacraménti. O mitíssime Deus, da mihi Corpus Unigéniti Fílii tui Dómini nostri quod traxit de Vírgine María, sic suscípere ut Córpori suo místico mérear incorporári, et inter ejus membra connumerári.
O amantíssime Pater, concéde mihi diléctum Filium tuum, quem nunc velátum in via suscipere propóno, reveláta tandem fácie perpetuo contemplári. Amen.
Manual do Seminarista Menor, Devocionário, 1955.
Última atualização do artigo em 12 de setembro de 2026 por Arsenal Católico