Ad Gloriam Dei et Salutem Animarum
Arsenal
CAtólico

Oração duma alma que torna para seu Deus

Ai! Deus eterno, quantas vezes Vos desonrei preferindo a minha vontade à Vossa, e as minhas vis e miseráveis satisfações à Vossa santa graça! Que esperança de perdão haveria para mim, se não me houvésseis dado Jesus Cristo, determinadamente para nos ser aos pobres pecadores nossa esperança? Ele se fez vítima de propiciação pelos nossos pecados. Também, em Vos oferecendo o sacrifício da sua vida para expiar os nossos ultrajes, Vos granjeou mais honra do que era a desonra que Vos causamos pelos nossos pecados. Recebei-me, pois, ó Pai de infinita bondade, acolhei-me pelo amor de Jesus Cristo: pesa-me de Vos ter ultrajado. Como o filho pródigo, pequei contra o céu e contra Vós, não sou digno de perdão, mas Jesus merece que o escuteis. Ele pediu por mim sobre a cruz quando disse: Meu Pai, perdoai-lhes (Lc 23, 34). E agora ainda, no céu, Ele intercede por nós (Rom 8, 34), e Vos pede me recebais no número dos Vossos filhos. Recebei um filho ingrato que para Vós se torna, resolvido a Vos amar. Sim, meu Pai, amo-Vos e quero amar-Vos sempre. Ah! meu Pai, agora que conheço o amor que me tendes e a paciência que usastes comigo durante tantos anos, não poderia mais viver sem Vos amar. Dai-me um grande amor, que me faça chorar sem cessar as minhas ofensas a um tão bom Pai; fazei me abrase sem cessar de amor para com um Pai tão amante. Ó meu Pai, eu Vos amo, eu Vos amo. Ó Maria, Deus é meu Pai, e vós minha Mãe; tudo Vos é possível junto dEle; obtende-me o seu amor e a perseverança.

As Mais Belas Orações de Santo Afonso, Coordenadas pelo Pe. Saint-Omer, Redentorista e vertidas para o vernáculo por D. Joaquim Silvério de Sousa, Editora Vozes, 1961.


Última atualização do artigo em 12 de setembro de 2026 por Arsenal Católico