Nós vos saudamos, Virgem cheia de graça;
Obtivesteis do Altíssimo o eterno favor.
Diante de vós, toda glória mortal se esvanece.
Bendita sejais para sempre, ó Mãe do Salvador!
Sim, possam homens e anjos
Vos celebrar em seus concertos;
Que os ecos de vossos louvores
Ressoem por todo o universo!
Ó doce e terna Mãe,
Ouvi nossa humilde oração;
Com vossa mão protetora
Guiai vossos frágeis filhos
Ao seu derradeiro fim.
Os bemaventurados vos proclamam Rainha;
Não sois da humanidade a honra e a esperança?
Do inferno, ondas de ódio se chocam a vossos pés;
Todas as coisas sentem os efeitos de vosso vasto poder.
Mas, a graça de vosso sorriso sobre nós,
Muito mais ainda do que vossa grandeza,
Exerce sobre nós um império
Que nada iguala em doçura.
Ó doce e terna Mãe,
De nossa humilde prece
Atendei nossos pedidos
Com vossa mão protetora
Guiai vossos frágeis filhos
Ao seu derradeiro fim.
Sobre o coração de Jesus teu poder é imenso;
A vosso bel prazer, podeis extrair divinos tesouros.
Vossa maternal bondade e vossa doce clemência
São um mar sem fundo, um oceano sem limites.
Ah! Transbordai sobre a nossa fraqueza
As ondas benditas de vossos favores.
Em todo lugar, mostrai-nos sempre,
Os efeitos de vossa ternura.
Ó doce e terna Mãe,
Ouvi nossa humilde oração;
Com vossa mão protetora
Guiai a seu último fim
Vossos frágeis filhos.
Navegamos em mar tão frequente em naufrágios
Onde domina um furioso tirano de morte.
As sirenes, as ondas, os recifes e as tempestades
Ameaçam, em coro, nossa fragilidade.
Protegei nossa frágil embarcação
Neste reino de morte;
Sustentai-a quando vacilar,
Acompanhando-a até o porto.
Ó doce e terna Mãe,
Ouvi nossa humilde oração;
Com vossa mão protetora
Guiai a seu último fim
Vossos frágeis filhos.
Somos teus filhos! Que honra! Que glória!
Então, quantos socorros temos em Vós!
Dispostos sob os vossos estandartes, seremos vitoriosos
Sobre o mundo e o inferno, que sujeitam à vossa lei.
Assim, cheios de confiança
Que nos inspiram vossos cuidados maternais,
Receberemos a recompensa
Que Deus confere aos imortais.
Ó doce e terna Mãe,
Ouvi nossa humilde oração;
Com vossa mão protetora
Guiai a seu último fim
Vossos frágeis filhos.
Considerações Teológicas sobre o Paraíso Celeste, Cônego Pierre-Joseph Pession, 1899.
Última atualização do artigo em 12 de setembro de 2026 por Arsenal Católico