Ad Gloriam Dei et Salutem Animarum
Arsenal
CAtólico

1. A vida nesta terra parece-se com uma representação teatral. Quantas vezes aquele que no palco vê-se honrado e obedecido por fazer o papel de rico ou de príncipe, após o espetáculo é menosprezado por ser pobre. Termina sua glória e sua posição invejável, ao cair o pano. Pois bem, quer seja brilhante, quer seja modesto o papel que Deus te confiou para o espetáculo da vida, não tens razão de gloriar-te daquele, nem de queixar-te deste. jesus, rico e adorado no céu, é tão pobre e perseguido na terra; o Pai eterno o quis, eus porque o Filho obedeceu. Apenas, porém, terminou a vida, e já começou a glorificação que não terá fim.

2. Que dirias do ator que, para poder brilhar no palco, no papel de monarca, gastasse toda a sua fortuna, levantasse empréstimos e até roubasse? Chama-lo ias de louco? Oxalá que profiras a sentença contra ti mesmo! As faculdades corporais e espirituais, as graças, o tempo e tudo que é Deus e que Ele te deu emprestado, empregaste-o para glória do Altíssimo e para salvação eterna, ou, antes, para brilhares aos olhos dos homens e para gozares uma vida alegre? Cedo, talvez mais cedo que o esperes, cairá o pano, e o que será de ti? Não te salvarão então os aplausos do mundo, mas unicamente méritos reais e boas obras.

Breves Meditações Para Todos os Dias do Ano, Frei Pedro Sinzig, OFM, Quarta Edição, 1921.

Última atualização do artigo em 12 de setembro de 2026 por Arsenal Católico