Ad Gloriam Dei et Salutem Animarum
Arsenal
CAtólico
Representação do século 18 de um anjo da guarda, autor desconhecido (Domínio Público / Wikimedia Commons)

Tríduo para a Festa dos Anjos Custódios

I
Dou-vos graças, Anjo da minha guarda, pela cura especial com que velais sobre tudo o que me interessa, tanto temporal como espiritualmente. Rogo-vos agradeçais por mim à divina Providência, por se ter dignado de me confiar a vós, Príncipe excelso do Paraíso.

Glória ao Pai…

II

Peço-vos perdão, ó meu Custódio divino, pelo desprazer que vos tenho proporcionado, faltando, sob as vossas vistas, à santa lei de Deus, apesar das vossas suaves advertências. Obtende-me, eu vo-lo rogo, a graça de reparar com a devida penitência as minhas faltas passadas e, cada vez mais crescendo no zelo pela glória de Deus, de conservar até a morte uma sincera devoção a Maria, que é a Mãe da perseverança.

Glória ao Pai…

III

Suplico-vos com toda a minha alma, ó meu Guarda celestial, aumentai para comigo os vossos desvelos, para que, superando todos os obstáculos que se encontam na via da virtude, consiga livrar-me das fraquezas que me oprimem a alma, continue a respeitar a vossa presença, a temer as vossas exprobrações e, seguindo sempre os vossos conselhos, mereça entrar convosco no céu, para ocupar os lugares deixados vazios, pelos vossos rebeldes companheiros.

Glória ao Pai…

HYMNUS

Custódes hóminum psállimus Angelos, natúrae frágili quos Pater áddidit caeléstis comitês, insidiántibus ne succúmberet hóstibus.

Nam, quod corrúerit pródito ángelus, concésis mérito pulsus honóribus ardens invídia péllere nítitur quos caelo Deus ádvocat.

Huc, custos, ígitur pérvigil ádola, avértens pátria de tibi credita tam orbos ánimi quam requiéscere quidquid non sinit íncolas.

Sanctae sit Tríadi laus pia júgiter, cujus perpétuo númine máchina tríplex haec régitur, cujus in ómnia regnat glória sáecula. Amen.

V. In conspéctu Angelórum psallam tibi, Deus meus

R. Adorábo ad templum sanctum tuum, et confitébor nómini tuo.

ORÉMUS

Deus, qui ineffábili providéntia sanctos Angelos tuos ad nostram custodiam mittere dignáris: largíre supplícibus tuis; et eórum semper protectióne defendi, et aetérna societáte gaudere. Per Christum Dóminum nostrum. Amen.

HINO

Cantamos os Anjos, guardas dos homens, dados pelo Pai Celeste, como apoio à nossa frágil natureza, a fim de que ela resista aos assaltos dos inimigos.

Justamente despojado de suas honras, o anjo rebelde, depois da queda, esforça-se, por inveja, em perder aqueles que Deus chama ao céu.

Vinde pois, ó guarda vigilante, afastar da pátria, a vós confiada, os males espirituais, assim como tudo o que puder ser obstáculo à paz de seus habitantes.

Piedoso louvor seja sem cessar prestado à Santissima Trindade, cuja Providência eterna governa estre vasto universo, e cuja glória será sem fim. Amen.

V. Eu Vos louvarei, ó meu Deus, em presença
dos Anjos.

R. E Vos adorarei no vosso santo templo e
confessarei o vosso nome.

OREMOS

Ó Deus, que por inefável providencia Vos dignais enviar para a nossa guarda os vossos santos Anjos, súplices Vos pedimos a graça de sermos sempre defendidos por sua proteção e gozarmos eternamente de sua proteção e gozarmos eternamente de sua sociedade. Por Cristo Nosso Senhor. Amen.

Manual do Seminarista Menor, 1955.

Última atualização do artigo em 12 de setembro de 2026 por Arsenal Católico