Ad Gloriam Dei et Salutem Animarum
Arsenal
CAtólico
Fra Angelico, Comunhão dos Apóstolos [croped], 1440, Museu de San Marco, domínio público, Wikimedia Commons

A primeira Comunhão indigna

1. a) “Sou eu?” perguntou, na última ceia, o traidor a Jesus, e este respondeu, com toda a mansidão: “Tu o disseste“. Que cena, a lembrança da traição nesta ocasião, em que os apóstolos pela primeira vez comungaram! Imitas o exemplo de Jesus, que fala com ternura aos próprios inimigos? Que os ama?

b) O infeliz Judas sacrilegamente recebe a Santa Comunhão. Dado um passo na estrada do pecado, seguem outros. Que incompreensível bondade e paciência a de Jesus, que nem agora se esgota! Com quanta ingratidão viu Jesus pago desde a instituição o sacramento do seu amor!

2. a) Judas não quis que Jesus reinasse em seu coração; veio, pois, o demônio, para dele tomar posse. “Entrou nele Satanás“. Quanto caiu um apóstolo! Não te julgues seguro! Vigia e ora, para não caíres em tentação.

b) E depois que ele saiu, disse Jesus: “Agora é glorificado o Filho do homem, e Deus é glorificado nele”. O mau saiu, os santos ficaram. No fim do tempo haverá separação geral dos bons e dos maus. Ambos têm de glorificar a Deus; estes, sua justiça, aqueles, sua misericórdia.

Breves Meditações Para Todos os Dias do Ano, Frei Pedro Sinzig, OFM, Quarta Edição, 1921.

Última atualização do artigo em 12 de setembro de 2026 por Arsenal Católico