PROFECIA SOBRE A SANTA MISSA
(Do Profeta Malaquias)
“Desde o nascente do sol até o seu ocaso será grande o meu nome entre as gentes, e em todo o lugar se sacrificará e oferecerá ao meu nome uma oblação pura, porque será grande o meu nome entre as gentes, diz o Senhor dos exércitos” (Malaquias 1, 10).
A PRIMEIRA MISSA
Foi celebrada por Jesus Cristo mesmo na Quinta-feira santa, véspera de sua morte. O Filho de Deus tomou pão e um cálice com vinho, mudou o pão em seu Corpo, e o vinho em seu Sangue, e deu aos seus Apóstolos a santa Comunhão, autorizando-os depois a celebrarem missa do mesmo modo, em sua memória.
PALAVRAS DE SÃO PAULO
(Sobre o Santo Sacrifício da Missa)
“Nós temos um altar do qual não têm poder de comer aqueles que servem ao tabernáculo (isto é os judeus)” (Heb. 13, 10).
“O cálice da bênção que benzemos, não é porventura a Comunhão do Sangue de Cristo? E o pão que partimos, não é porventura a Comunhão do Corpo de Cristo?” (Cor. 10, 16).
PALAVRAS DO APÓSTOLO S. ANDRÉ
“Eu ofereço todos os dias a Deus Onipotente o sacrifício vivo, não o fumo de incenso nem o sangue de animais, mas o Cordeiro puro. O povo que crê em Cristo, come a carne e bebe o sangue dEle. Contudo o Cordeiro imaculado permanece inteiro e vivo” (Epíst. P. Achaiae, cap. 6).
ORAÇÕES PARA A SANTA MISSA
(Precedida de explicações)
Preparação
O Sacrifício da nossa santa Religião é o grande Sacrifício da Cruz, pelo qual o próprio Filho de Deus mereceu-nos para sempre a salvação, oferecendo a seu eterno Pai Seu Corpo e Seu Sangue por nós. Mas este mesmo Sacrifício Jesus Cristo renova, todos os dias, pelas mãos dos Sacerdotes, sobre o altar na santa Missa, porém de um modo incruento, isto é: sem derramar o Seu Sangue. A santa Missa, pois, é o Sacrifício incruento do Corpo e Sangue de Jesus Cristo. Ó fiel cristão, querendo assistir a este grande Sacrifício, afasta de ti todos os pensamentos mundanos, eleva o teu coração a Deus, conserva-te com a mesma devoção, com o mesmo respeito, como se estivesses debaixo da cruz no Calvário com Maria Santíssima. As graças que Jesus Cristo te mereceu na cruz, te serão distribuídas na santa Missa.
Oração
Eterno Pai, eu Vos ofereço o Sacrifício que de Si próprio fez sobre a cruz e agora renova sobre este altar o Vosso dileto Filho Jesus, e Vo-lo ofereço em nome de todas as criaturas, com as santas Missas que se têm celebrado e hão de celebrar-se em todo o mundo, para adorar-Vos e prestar-Vos o acatamento que mereceis, para render-Vos as devidas graças por Vossos inumeráveis benefícios, para aplacar a Vossa ira por tantos pecados nossos e dar-Vos condigna satisfação, e apra suplicar-Vos por mim, pela Santa Igreja, por todo o mundo e pelas benditas almas do purgatório. (3 anos de indulg.)
Alumiai, Senhor, o meu espírito, purificai o meu coração, para que eu assista digna, atenta e devotamente a este grande sacrifício do Corpo e Sangue de meu redentor e Vosso divino Filho Jesus Cristo. Abençoai-me, onipotente Deus, Pai e Filho e Espírito Santo. Amen.
Virgem Imaculada, Mãe de meu Deus, Anjos e Santos todos, eleitos do Senhor, que reinais na glória, rogai por mim, para que o Sangue de Jesus Cristo, quando estiver presente no altar, purifique e santifique a minha alma. Amen.
Confiteor
Ao chegar o Sacerdote ao altar, coloca nele o cálice, abre o missal e, tomando de um santo terror pela lembrança do tremendo e augusto Sacrifício que vai oferecer, volta logo ao pé do altar, humilha-se diante de Deus, rezando com os ministrantes, confessando geralmente as suas culpas, e batendo três vezes no peito em sinal de compunção. Lembra-te também de tuas culpas, e pede perdão com toda a humildade, dizendo:
Eu, pobre pecador, renuncio ao demônio e a todas as suas vaidades e obras. Creio em Deus Pau e Filho e Espírito Santo. Creio firmemente tudo o que Vós, Senhor, nos ensinais pela Santa Igreja Católica. Nesta fé confesso a Vós, meu Deus, a todos os Anjos e Santos, que pequei muitas vezes por pensamentos, palavras e obras, por minha culpa, por minha culpa, por minha tão grande culpa. Mas pesa-me, meu Pai, pesa-me de todo o meu coração de Vos ter ofendido. Perdoai-me, Deus de bondade e misericórdia, sede propício a mim pecador, dai-me a Vossa graça e o Vosso amor. Virgem Imaculada, Maria, Anjos e Santos todos, rogai por nós, para que achemos perdão diante de Deus, nosso Senhor. Amen.
Introito
O Sacerdote ergue-se cheio de confiança, sobe os degraus do altar, beija-o com respeito, vai ao missal e reza, fazendo o sinal da santa cruz, uma oração que se chama Introito ou entrada.
Deus, compadecendo-se dos homens pecadores, enviou-lhes o Salvador. O Filho Unigênito de Deus se fez homem, nasceu de Maria Virgem, habitou entre nós e nos abriu de novo a entrada na graça e na glória do céu.
Graças ao Senhor por este grande benefício!
Bendito sejais, Senhor, bendito seja o Vosso Santo Nome em toda a terra. Vós Vos compadecestes de nós e usastes de misericórdia para conosco. Esperamos em Vós, o nosso coração alegra-se em Vós.
Glória ao Pai, e ao Filho, e ao Espírito Santo.
Assim como era no princípio, agora e sempre e por todos os séculos dos séculos. Amen.
Kyrie eleison e Gloria
O Sacerdote volta ao meio do altar e reza com os ministrantes o Kyrie eleison: Senhor, tende piedade de nós! Esta petição repete-se nove vezes, três vezes a Deus Pai, três vezes a Deus Filho e três vezes a Deus Espírito Santo. Em seguida o Sacerdote reza ou canta o Gloria in excelsis Deo!
Nós somos pobres criaturas, Deus é nosso Pai; cheio de bondade e misericórdia, quer dar-nos tudo quanto precisamos. repetindo instantemente a mesma petição, suplicamos o seu auxílio, porque a nossa pobreza e necessidade são extremas. mas oramos com muita confiança, pois Jesus, nascido em Belém, compadeceu-Se de nós, e alegremente cantamos aquele sublime cântico que os Anjos entoaram na santa noite de Natal.
Senhor, tende piedade de nós!
Cristo, tende piedade de nós!
Senhor, tende piedade de nós!
Glória a Deus nas alturas, e na terra paz aos homens de boa vontade! Nós Vos louvamos,Vos bendizemos, Vos adoramos, Vos glorificamos e Vos damos graças por Vossa grande glória, Senhor Deus, Rei do céu, Deus Pai Onipotente! Ó Senhor, Filho Unigênito de Deus, Jesus Cristo! Senhor Deus, Cordeiro de Deus, Filho do Eterno Pai! Vós que tirais os pecados do mundo, tende piedade de nós. Vós que tirais os pecados do mundo, aceitai a nossa deprecação. Vós que estais sentado à mão direita do Pai, compadecei-Vos de nós; porque só Vós, Jesus Cristo, sois santo, só Vós o Senhor, só Vós o Altíssimo, com Deus Pai. Amen.
Coleta, Epístola e Evangelho
O Sacerdote volta-se para o povo e, estendendo as mãos diz: Dominus vobiscum: O Senhor seja convosco. O ministrante responde: Et cum spiritu tuo: E com o vosso espírito. Vai então o Sacerdote para o missal e diz com as mãos estendidas, uma oração pela santa Igreja. Esta oração chama-se Coleta: Coleção, porque por meio dela o Sacerdote recolhe os votos de todo o povo para os oferecer a Deus, em nome de Jesus Cristo. – Segue-se a Epístola, isto é, uma breve lição da Sagrada Escritura, que é tirada, de ordinário de alguma Epístola dos santos Apóstolos. Devemos agradecer ao Senhor estas, preciosas doutrinas, pelo que o ministrante em nome de todos diz: Deo gratias! isto é: Graças a Deus.
No outro lado do altar lê-se depois o Evangelho. É um trecho de um dos quatro livros sagrados, nos quais os Evangelistas: Matheus, Marcos, Lucas e João nos contam a vida e morte de Jesus. Findo o Evangelho, o Sacerdote beija o livro com respeito, e o ministrante diz em nome do povo: Laus tibi, Christe: Louvado sejais, ó Cristo! Convém ouvir o Evangelho do pé em sinal de respeito às palavras de Jesus Cristo. No princípio fazemos o sinal da cruz para Deus nos abençoar, afim de que entendamos as verdades evangélicas, as confessemos com a boca e as guardemos no coração. Considera o divino Salvador no monte, onde pregava a sua celestial doutrina. Lembra-te especialmente das oito bem-aventuranças que Jesus nos ensinou. Reza-as com devoção.
“Naquele tempo disse Jesus:
Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o reino dos céus.
Bem-aventurados os mansos, porque eles possuirão a terra.
Bem-aventurados os que choram, porque eles serão consolados.
Bem-aventurados os que têm fome e sede da justiça, porque eles serão fartos.
Bem-aventurados os que usam de misericórdia, porque eles alcançarão misericórdia.
Bem-aventurados os limpos de coração, porque eles verão a Deus.
Bem-aventurados os pacíficos, porque eles serão chamados filhos de Deus.
Bem-aventurados os que padecem perseguição por amor da justiça, porque deles é o reino do céu.
Bem-aventurados sois vós, quando os homens vos injuriarem e perseguirem, e, mentindo, falarem todo o mal contra vós por minha causa. Alegrai-vos e exultai, porque é grande a vossa recompensa no céu.”
(Matheus V.)
Credo
Nos domingos e dias de festa reza-se ou conta-se depois do Evangelho o Credo: O Creio em Deus Pai. Esta oração contém tudo o que Deus revelou. Digamos com São Pedro:
“Senhor, Vós tendes palavras de vida eterna.” Cremos firmemente na Vossa doutrina. – Reza com o coração cheio da mais viva fé:
Creio em Deus Pai Todo-poderoso, Criador do céu e da terra, e em Jesus Cristo, um só seu Filho, nosso Senhor, o qual foi concebido por obra do Espírito Santo, nasceu de Maria Virgem; padeceu sob o poder de Pôncio Pilatos; foi crucificado, morto e sepultado; desceu aos infernos; ao terceiro dia ressuscitou dos mortos, subiu ao céu e está assentado à mão direita de Deus Pai Todo-poderoso; donde há de vir a julgar os vivos e os mortos. Creio no Espírito Santo; na Santa Igreja Católica; na Comunhão dos Santos; na remissão dos pecados, na ressurreição da carne, na vida eterna. Amen.
Ofertório
Depois do Evangelho ou do Credo começa o Ofertório, primeira parte principal da Santa Missa. O Sacerdote tira o véu que cobre o cálice e a patena, que é um prato dourado, e nela oferece a hóstia que vai consagrar, e no cálice oferece o vinho, santificando estes dons com as orações e bênçãos com que Jesus, na última ceia, benzeu pão e vinho. Consagra-te e oferece-te ao Senhor. Ele te deu corpo, alma e tudo que tens. Restitui ao Senhor o que é dEle, prometendo empregar todas as forças do corpo e da alma unicamente no Seu santo serviço, e nunca abusar delas para pecar.
Pai Santo, Deus eterno e Todo-poderoso, recebei esta hóstia imaculada que a Vós, Deus vivo e verdadeiro, oferecemos pelas mãos do Sacerdote, por todos os nossos pecados, ofensas e negligências. Senhor, nós Vos oferecemos também o cálice da salvação, suplicando a Vossa clemência, para que suba ao trono da Vossa divina Majestade para salvação de todos os fiéis Cristãos, vivos e defuntos.
Vinde, ó Deus santificador, eterno e onipotente, abençoai este Sacrifício preparado ao Vosso santo Nome. Eu Vos ofereço ao mesmo tempo meu corpo e minha alma. Recebei o meu coração, ó dulcíssimo Jesus, e unido ao Vosso, oferecei-o em sacrifício a Vosso eterno Pai. E assim como o pão e o vinho serão mudados em Vosso Corpo e Sangue, assim também transformai o meu coração, para que seja semelhante ao Vosso. Abençoai-me, Senhor, para que eu sempre Vos agrade.
Santíssima Trindade, recebei esta oblação que Vos oferecemos em memória da Paixão, Ressurreição e Ascensão de Nosso Senhor Jesus Cristo e em obséquio à Bem-aventurada sempre Virgem Maria e de todos os Santos e Anjos. Amen.
Lavado, ou purificação das mãos
O Sacerdote, depois de benzer e ofertar o pão e vinho, vai ao lado da Epístola, lava os dedos que hão de tocar o sagrado Corpo de Nosso Senhor. Este lavatório significa a grande pureza que se deve ter para oferecer o Santo Sacrifício.
Para o que o Sacerdote pede a Deus o purifique das mais pequenas manchas, rezando uma oração que principia: Lavabo: Lavarei as minhas mãos entre os inocentes, etc. Arrepende-se de teus pecados, une-te ao Sacerdote, pedindo a Deus a pureza de que necessitas.
Lavai, Senhor, a minha alma de toda mancha e impureza. Meu Deus, não me deixeis perder com os ímpios a minha alma. Quero pertencer ao número dos que em inocência e pureza andam diante de Vós. Dignai-Vos, Senhor, de me remir, e tende de mim compaixão.
Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
Assim como era no princípio, agora e sempre e por todos os séculos dos séculos. Amen.
Prefacio e Sanctus
Poucos dias antes da sua paixão e morte, entrou Jesus com grande triunfo na cidade de Jerusalém, debaixo das aclamações do povo. Na Santa Missa o mesmo Jesus vem a nós, para se oferecer pela nossa salvação. Poucos minutos ainda, – Ele estará sobre o altar com Corpo, Sangue, Alma e Divindade. Cheios de júbilo, devemos preparar ao Senhor uma entrada solene. Por isto reza em voz alta ou canta o Sacerdote um cântico sublime de ação de graças, pelo qual o Sacerdote e os fiéis se unem aos Santos e Anjos do céu. Chama-se Prefacio, isto é: preparação para a santa consagração. no fim diz o Sacerdote o cântico dos Anjos: Sanctus.
Quantas graças devemos dar ao Senhor que nos enviou seu Filho Unigênito do céu para nos salvar! Eleva o coração. Lembra-te dos meninos que iam ao encontro de Jesus, cantando com alegria: Bendito seja o que vem em nome do Senhor!
Verdadeiramente é digno e justo render-Vos graças em todo o tempo e lugar, ó Senhor Santo, Pai Todo-poderoso, eterno Deus, por Jesus Cristo, Nosso Senhor, pelo qual os Anjos louvam a Vossa Majestade, adoram as Dominações, tremem as Potestades; os céus e as Virtudes dos céus, e os bem-aventurados Serafins Vos bendizem com mútua alegria. E nós Vos suplicamos que recebais as nossas vozes unidas às deles, dizendo-Vos com humilde confissão:
Santo, Santo, Santo sois Vós, Senhor, Deus dos Exércitos! Os céus e a terra estão cheios de Vossa glória. Hosana nas alturas!
Bendito seja o que vem em nome do Senhor! Louvores e graças ao Senhor Deus nas alturas!
Antes da Consagração
Jesus Cristo, desde sua entrada triunfante em Jerusalém até sua morte, esteve em orações contínuas por todos os homens, principalmente por São Pedro e pelos outros Apóstolos. Depois da última ceia dirigiu-se para o horto das Oliveiras, onde, tendo sofrido angústias de morte a ponto de derramar suor de sangue, entrega-se às mãos de seus inimigos que o condenam à morte. Como um manso cordeiro, o Filho de Deus morre na cruz, sacrificando por nós seu Corpo e seu precioso Sangue. Que excesso de amor! Jesus Cristo, morreu por todos os homens e, de um modo incruento, por todos renova agora sobre o altar o mesmo Sacrifício, pelo qual se nos abre a fonte de todas as graças. Seja mais íntima tua devoção. O Sacerdote reza pelo Papa, pelos bispos e por todos os vivos que se recomendam às suas orações. Une-te a ele, dizendo:
Pai clementíssimo, eterno Deus, humildemente Vos rogamos por Jesus Cristo, Vosso Filho, sede propício a nós pecadores. Ele tomou sobre si os nossos pecados, derramando o Seu Sangue e morrendo na cruz. Nós Vos apresentamos de novo Sua sagrada Paixão e Morte, e Vos pedimos que Vos seja agradável este Sacrifício santo e imaculado que agora Vos oferecemos pela santa Igreja Católica, pelo nosso santo Padre o Papa, pelo Nosso Bispo, pelos Sacerdotes e todos os fiéis. Recomendo-Vos também fervorosamente meus pais parentes, irmãos, amigos e benfeitores, e todos os que estão presentes aqui. Abençoe-nos, Pai clementíssimo, e conduzi-nos à eterna bem-aventurança.
A Consagração
Chega o momento mais solene e mais sagrado da Santa Missa. No ofertório o Sacerdote benzeu e ofereceu pão e vinho; agora, porém este pão bento muda-se no Corpo verdadeiro de Jesus Cristo, e este vinho no cálice converte-se no seu Sangue precioso por virtude de Deus Todo-poderoso e pelas palavras da consagração. O Sacerdote toma com devoção e suma reverência o pão e depois o cálice, levanta os olhos ao céu, benze o pão e depois o vinho, dando graças a Deus, e pronuncia, inclinado sobre o altar, as palavras da consagração que Jesus mesmo pronunciou na última ceia. Ó milagre do amor de Deus! Já não há no altar pão e vinho, mas o verdadeiro Corpo e o verdadeiro Sangue de Nosso Senhor. Quanto é precioso este Sangue, pelo qual Jesus remiu o mundo! O Sacerdote adora o Corpo e Sangue do Nosso Senhor e os levanta ao alto, representando assim Sua elevação no Calvário. Pedindo misericórdia, bate humildemente no peito, adorando o Filho de Deus que por ti morreu na cruz.
Elevação da Hóstia consagrada
Seja bendito e adorado o verdadeiro Corpo do meu Senhor Jesus Cristo, imolado por mim na cruz!
Olhando para a Hóstia consagrada:
Meu Senhor e meu Deus! (Indulg. de 7 anos e 7 quarent.)
Elevação do Cálice consagrado
Seja bendito e adorado o preciosíssimo Sangue de meu Senhor Jesus Cristo, derramado por mim na cruz!
Ó Jesus no santíssimo Sacramento, tende misericórdia de mim. (100 dias de indulg. cada vez)
Jesus Cristo crucificado orou por nós com os braços estendidos. Assim também o Sacerdote ora depois da consagração com as mãos estendidas. Depois inclina-se profundamente na presença de Deus por causa dos nossos pecados. Diversas vezes faz o Sacerdote o sinal da santa cruz sobre o Corpo e Sangue de Nosso Senhor para significar, que sobre o altar há o mesmo Sacrifício que Jesus Cristo ofereceu na cruz. Depois da morte Nosso Senhor desceu aos infernos, isto é: ao limbo, para consolar as almas dos justos que esperavam pela salvação. Também o Sacerdote lembra-se dos fiéis defuntos, rezando devotamente por eles. Imita-o e ora com todo o fervor por ti e pelas almas do purgatório. Jesus mesmo está sobre o altar para te ouvir.
Pai eterno, oferecemos pelas mãos dos Santos e pelos Anjos à Vossa preclara Majestade a Hóstia pura, a Hóstia santa, a Hóstia imaculada, que está sobre o altar, o Pão santo da vida eterna e o Cálice da salvação perpétua. Recebei, Senhor, o Sacrifício sacrossanto, pelo qual o Vosso divino Filho Vos oferece seu sagrado Corpo e precioso Sangue. Lembrai-Vos, Pai clementetíssimo, de tudo quanto Jesus sofreu por nós, lembrai-Vos de Suas chagas, de Suas dores e agonias, do Seu desamparo e morte dolorosa na cruz. Com humildade e contrição Vos suplicamos, pelas dores e pela obediência de Vosso Filho, perdoai-nos os nossos pecados, santificai as nossas almas, para que sejamos cheios de toda a bênção e de toda a graça celestial. Pelo mesmo Jesus Cristo, Nosso Senhor. Amen.
Senhor, tende também piedade das almas que sofrem no purgatório; recomendo em particular à Vossa divina misericórdia a alma de… (lembra-te aqui dos defuntos, por quem desejas pedir)
Pelo Sangue de Jesus Cristo, Vosso Filho, dai-lhes alívio, abreviai-lhes as penas, e concedei-lhes o lugar de refrigério, de luz e paz eterna. Amen.
Pater noster
Aproxima-se a terceira parte principal da Santa Missa: a Comunhão. Em preparação a ela o Sacerdote reza ou canta o Pater noster: Pai Nosso. Jesus Cristo morreu na cruz, foi sepultado, mas ao terceiro dia ressuscitou gloriosamente, subiu ao céu, está sentado à mão direita do Pai, reinando na glória e pedindo por nós. O céu está aberto, o Pai olha para nós com olhos benignos e misericordiosos, o Espírito Santo derrama sobre nós as Suas graças. Pela misericórdia de Deus, tornamos a ser seus filhos. Elevando cheio de alegria o teu coração para Deus, teu Pai celeste, dize com confiança:
Pai Nosso, que estais no Céu,
santificado seja o Vosso nome,
venha a nós o Vosso reino,
seja feita a Vossa vontade,
assim na terra, como no Céu.
O pão nosso de cada dia nos dai hoje,
perdoai-nos as nossas dívidas,
assim como nós perdoamos os nossos devedores,
e não nos deixeis cair em tentação,
mas livrai-nos do mal.
Livrai-nos, Senhor, de todos os males, e pela intercessão da Bem-aventurada e gloriosa sempre Virgem Maria, Mãe de Deus, e de todos os Santos, dai-nos benigno a paz nos nossos dias, para que assistidos com o socorro da Vossa misericórdia, sejamos sempre livres do pecado e de toda a perturbação. Pelo mesmo Jesus Cristo, Vosso Filho, e Senhor nosso que conVosco vive e reina em unidade de Deus Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos, Amen.
Agnus Dei
Depois do Pater noster, o Sacerdote diz três vezes uma breve oração: Agnus Dei: Cordeiro de Deus, e mais algumas fervorosas orações de preparação para a santa Comunhão (terceira parte principal da Santa Missa). O Cordeiro de Deus é Jesus Cristo presente sobre o altar com Corpo e Sangue. Como Cordeiro, Ele deixou-se sacrificar pelos nossos pecados, pelo que Deus nos concedeu a paz que o mundo jamais pode dar. Pede a Deus esta santa paz em Jesus Cristo.
Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, tende piedade de nós!
Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, tende piedade de nós!
Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, dai-nos a paz!
Senhor meu Jesus Cristo, Filho de Deus vivo! Por vontade do Pai, cooperando o Espírito Santo, com a Vossa morte déstes vida ao mundo. Livrai-me por este Vosso sacrossanto Corpo e Sangue de todos os meus pecados. Fazei que eu observe sempre os Vossos preceitos, e nunca me aparte de Vós que com Deus Pai e o Espírito Santo viveis e reinais por todos os séculos dos séculos. Amen.
Comunhão
O Sacerdote diz três vezes, batendo no peito, com toda a devoção e humildade: Domine, non sum dignus: Senhor, não sou digno. Depois recebe o Corpo sagrado e o precioso Sangue de Jesus Cristo. Comunhão quer dizer: união íntima com Jesus. Humilha-te com o Sacerdote e faze ao menos a Comunhão espiritual, isto é: excita no coração o vivo desejo de receber a Jesus no santíssimo Sacramento. A sagrada Comunhão é a fonte de todas as graças e virtudes.
Meu amabilíssimo Jesus, meu Deus e meu Redentor! Quão grande seria a minha felicidade, se pudesse receber-Vos com o Sacerdote na sagrada Comunhão! Humildemente confesso: Senhor, não sou digno de que entreis em minha morada, mas dizei uma só palavra, e minha alma será salva. Dulcíssimo Jesus, creio firmemente, que estais presente no santíssimo Sacramento e Vos adoro com todos os Anjos e Santos. Espero em Vós, e amo-Vos de todo o meu coração. Por amor de Vós, meu Jesus, arrependo-me de todos os meus pecados. perdoai-me, Senhor, pela Vossa sagrada Paixão e Morte. Minha alma suspira por Vós, pois Vós sois o pão da vida. Vinde, ó meu Jesus, vinde a mim com a Vossa graça! Aumentai a minha fé, fortificai a minha esperança, inflamai o meu amor! Meu Jesus, ficai sempre comigo! na Vossa graça e no Vosso amor quero viver e morrer. Amen.
Depois da Comunhão
O Sacerdote reza depois da santa Comunhão ainda algumas orações em ação de graças e para suplicar a misericórdia divina pelas necessidades dos fiéis, tendo-os antes saudado com as palavras: Dominus vobiscum. Jesus é o bom Pastor que ama as suas ovelhas com amor excessivo, dando-lhes em alimento Sua Carne e Seu Sangue. Quanto, pois, convém dar-Lhe graças por Seu amor!
Louvai ao Senhor, todas as nações, louvai-O todos os povos!
Porque Ele é bom, e sua misericórdia permanece eternamente.
Glória ao Pai, e ao Filho, e ao Espírito Santo.
Assim como era no princípio, agora e sempre e por todos os séculos dos séculos. Amen.
Meu Senhor Jesus Cristo, Vós Sois verdadeiramente o bom Pastor, cheio de amor e misericórdia para com as Vossas ovelhas. Nós Vos damos graças por Vosso amor e Vos pedimos humildemente que nos defendais contra todos os ataques dos inimigos na vida e sobretudo na hora da morte. Amen.
Bênção e Oferecimento
Tendo o Sacerdote ainda uma vez saudado o povo com as palavras: Dominus vobiscum, acrescenta: “Ite Missa est”: Ide-vos, acabou-se o Sacrifício. Em seguida dá ao povo a bênção, e lê por fim o princípio do Evangelho de São João, que contém palavras muito santas. Pede a Jesus que te abençoe pelas mãos do Sacerdote, como outrora abençoava os seus discípulos. Ajoelha-te, pois, faze o sinal da santa cruz, e dize:
Concedei-me a Vossa bênção, ó Deus Onipotente, Pai, Filho e Espírito santo. Amen.
Por fim reza ainda a oração seguinte:
Não deixarei este santo lugar, ó meu Deus, sem Vos dar graças ainda uma vez por todos os Vossos benefícios, e principalmente pela graça de assistir ao Sacrifício incruento do Corpo e Sangue de Jesus Cristo, Vosso divino Filho.
Perdoai-me, Pai de misericórdia, se não fui tão devoto e recolhido, como devia ser, e dai-me a Vossa graça e bênção celeste, para que tudo que hoje pensar, falar, fizer, e sofrer, seja para Vossa glória e minha salvação.
Maria Santíssima, Virgem Mãe de Deus, que, cooperando para o primeiro Sacrifício que Vosso Filho fez de Si mesmo na cruz por nossos pecados, fostes escolhida para Mãe dos pecadores, renovai na presença do Altíssimo os vossos rogos, para que se incline à misericórdia, e alcançai-nos que, pelo Sangue do vosso Filho e pelas vossas dores, sejamos plenamente perdoados.
Todos os Anjos e Santos, rogai por nós, para que não percamos os frutos do sacrossanto Sacrifício que acabamos de assistir. Oferecei-o ao Senhor por nós, para que nos seja propício e nos dê a vida eterna, onde conVosco louvaremos eternamente a Sua infinita misericórdia. Amen.
Preces para depois da missa rezada
Três Ave Marias e uma Salve Rainha.
℣. Rogai por nós, Santa Mãe de Deus,
℟. Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.
Oremos
Deus, refúgio e fortaleza nossa, atendei propício aos clamores do Vosso povo e pela intercessão da gloriosa e Imaculada Virgem Maria, Mãe do Vosso Filho, e do bem-aventurado São José, casto esposo de Maria, dos Vossos bem-aventurados Apóstolos Pedro e Paulo e de todos os Santos, ouvi benigno e misericordioso as súplicas que do fundo da alma Vos dirigimos, pela conversão dos pecadores, pela liberdade e exaltação da santa Madre Igreja. por Cristo Nosso Senhor. Amen.
São Miguel Arcanjo, defendei-nos no combate; sede o nosso presídio contra a maldade e as ciladas do demônio, Ordene-lhe Deus, instantemente o pedimos, e Vós, príncipe da milícia celeste, pela virtude divina precipitai no inferno a Satanás e a todos os espíritos malignos que andam pelo mundo para perde as almas. Amen. (300 dias de indulg.)
℣. Sacratíssimo Coração de Jesus.
℟. tende piedade de nós. (3 vezes)
(7 anos e 7 quarent. de indulg.)
Adoremus – Manual de Orações e Exercícios Piedosos por D. Frei Eduardo José Herberhold O.F.M, 1929.
Última atualização do artigo em 12 de setembro de 2026 por Arsenal Católico