1. São extremamente tristes as consequências da impureza, porque ela é como o fogo abrasador que tudo destrói. Se em nada é belo o que é impuro, o que será então quem é desonesto? A saúde corporal, geralmente, é prejudicada, a vida abreviada, a fisionomia alterada, a memória, a inteligência e a vontade enfraquecidas, o caráter corrompido e debilitado. O vício, dia por dia, torna-se mais dominador, levando a abismos e precipícios nunca sonhados. Que consequências!
2. Mais tristes ainda são as consequências da impureza para a alma. Esta, em breve, sente nojo da virtude, julga insípida e aborrecida a oração e foge dos sacramentos, das práticas e das boas leituras. Enfraquece-se a fé, surgem dúvidas; a religião torna-se incômoda porque prescreve pureza e ameaça castigos sem fim. A alma fica cada vez mais cega, o coração mais endurecido; as graças são desprezadas; sobe a maré até arrastar tudo em suas ondas. Quantos, neste estado, são surpreendidos por morte repentina! E a tua sorte?… Recomenda-te frequentemente a Maria, e tem sempre Deus diante de teus olhos, para não caíres, ou, ao menos, para te levantares mais cedo, e ficares mais energicamente de pé.
Breves Meditações Para Todos os Dias do Ano, Frei Pedro Sinzig, OFM, Quarta Edição, 1921.
Última atualização do artigo em 12 de setembro de 2026 por Arsenal Católico