1. a) “Filho, porque assim fizeste conosco?” disse Maria, que não podia abafar seu amor maternal. Chama-o carinhosamente de Filho, nada dizendo, porém, de sua divindade. Não quis manifestar o que pudesse contribuir para sua própria honra.
b) “Sabe que teu pai e eu te andávamos buscando cheios de aflição.” Maria fala em primeiro lugar, mas referindo-se antes a seu Esposo. Mais uma vez testemunha assim seu respeito e seu humilde amor ao chefe da família.
Que sublimes exemplos!
2. Maria e José procuraram o Filho com tamanha aflição que lho contaram amorosamente. Enquanto perdido o Filho, fizeram, porém, mais do que romper em pranto e lágrimas: procuraram-no com toda a diligência e com sacrifícios não pequenos. Nenhuma perda é tão grande como a de Jesus. Nenhuma, por isso, deves evitar mais energeticamente do que esta. E se não obstante perdeste a Deus, procura-o por uma contrição sincera e o firme propósito de jamais abandona-lo no futuro. Como procedeste até hoje? Tiveste em conta menor a posse e a perda de teu Deus, do que a de bens terrenos, de honras, de uma afeição humana?
Breves Meditações Para Todos os Dias do Ano, Frei Pedro Sinzig, OFM, Quarta Edição, 1921.
Última atualização do artigo em 12 de setembro de 2026 por Arsenal Católico