Em que consiste objetivamente a felicidade do homem?
Num bem superior a ele, e o único capaz de acumulá-lo de perfeições (II, 1-8).
Este bem pode consistir nas riquezas?
Não, Senhor; porque as riquezas são coisa inferior ao homem, e incapazes, por si mesmas, de aperfeiçoá-lo (II, 1).
São as honras?
Também não; porque as honras não dão perfeição, já a supõem, sob pena de serem postiças, e se são postiças nada são (II, 2).
E a glória e a nomeada?
Também não; já porque supõem méritos, já por serem, neste mundo, coisa mui frágil e volúvel (II, 4).
Consiste no poder?
Não, Senhor; porque o poder não se dá para o bem próprio, senão para o dos outros e está à mercê do capricho e do espírito de insubordinação (II, 4).
Consiste na saúde e na beleza corporal?
Tão pouco; porque a saúde e a beleza são bens inconsistentes e passageiros e, além de tudo, só dão perfeição ao exterior e não ao interior do homem (II, 5).
Serão os prazeres dos sentidos?
Não, Senhor; porque são grosseiros demais, comparados com os gozos delicados da alma (II, 6).
Logo, o objeto da felicidade consiste nalgum bem que traz perfeição diretamente ao espírito?
Sim, Senhor (II, 7).
Qual é este bem?
Deus, Sumo Bem, Soberano e Infinito (II, 8).
R. P. Tomás Pègues, A SUMA TEOLÓGICA DE SANTO TOMÁS DE AQUINO EM FORMA DE CATECISMO, 2ª parte, Seção 1ª, Cap. III, pág 62., 1942.
Última atualização do artigo em 12 de setembro de 2026 por Arsenal Católico