Ad Gloriam Dei et Salutem Animarum
Arsenal
CAtólico
El Greco, a agonia no jardim [croped], entre cerca de 1610 e cerca de 1612, Museu de Belas Artes, Budapeste, licença Creative Commons, Wikimedia Commons

Oração de Jesus por seus primeiros sacerdotes

“Pai, é chegada a hora, glorifica teu Filho, para que também teu Filho te glorifique! Assim como lhe concedeste poder sobre todos os homens, faze também que ele dê a vida eterna a todos os que lhe confiaste. Esta é pois a vida eterna: conhecer-te como o único Deus verdadeiro e aquele a quem enviaste, Jesus Cristo. Glorifiquei-te sobre a terra, terminei a obra que me confiaste para realizar. E agora, Pai, glorifica-me junto de ti, com aquela glória que eu tive em ti, antes que existisse o mundo.

Revelei teu nome aos homens que do mundo me deste. Eles eram teus e tu m’os confiaste e eles observaram tua palavra. Conheceram agora que tudo que me deste procede de ti, porque lhes transmiti as palavras que me confiaste; eles as aceitaram e reconheceram que eu saí de ti e que tu me enviaste.

É por eles que eu rogo. Não rogo pelo mundo, rogo antes por aqueles que me deste, porque são teus. Todas as minhas coisas são tuas e todas as tuas coisas são minhas e neles sou glorificado. Em verdade, não estou mais no mundo; eles, porém, estão no mundo e eu vou para ti. Pai Santo, conserva em teu nome aqueles que me deste, afim de que sejam um, assim como nós. Quando estava entre eles guardava-os em teu nome. Conservei aqueles que me deste e nenhum deles se perdeu, a não ser o filho da perdição, cumprindo-se as escrituras. Agora, vou para ti; digo estas coisas ainda neste mundo, para que eles tenham em si a plenitude de meu júbilo. Dei-lhes tua palavra e o mundo perseguiu-os com ódio, porque não são do mundo, como eu também não sou do mundo. Não peço que os tires do mundo; somente, que os preserves do mal. Eles não são do mundo, assim como eu também não sou do mundo. Santifica-os na verdade. Tua palavra é a verdade. Assim como me enviaste ao mundo, envie-os também ao mundo. Santifico-me a mim mesmo, para que também eles sejam santificados na verdade.

Não rogo somente por eles, mas também por aqueles que hão de crer em mim por meio de sua palavra, para que todos sejam um como tu, Pai, o és em mim e eu em ti, para que eles também sejam um em nós, afim de que o mundo creia que me enviaste. A glória, que me concedeste, concedei-lhes também, para que sejam um como nós somos um. Eu neles e tu em mim, para que sejam consumados na unidade e para que o mundo conheça que tu me enviaste e que os amaste, como tens amado também a mim. Pai, quero que onde estou estejam também aqueles que me deste, afim de que contemplem a glória que me concedeste, porque me amaste antes da criação do mundo.

Pai justo, o mundo não te conheceu, mas eu te conheci e estes conheceram que me enviaste. Manifestei-lhes e manifestar-lhes-ei teu nome, afim de que o amor com que me amaste esteja neles e também eu neles.”

(São João, XVII).

Oração e Sacrifício pelos Sacerdotes, Dom Emmanuel Mossong O.S.B., 1936.

Última atualização do artigo em 12 de setembro de 2026 por Arsenal Católico