Dor e Propósito
Perdoai-me, meu Jesus. Eu bem sei que Vos ofendi, que desprezei a Vossa lei, que Vos não amei como devia; mas agora vejo, com a Vossa graça, que fiz mal, que mereci ser por Vós castigado, que não sou digno de ser chamado Vosso Filho! Tenho por isso pena e dor e desejaria, de todo o meu coração, nunca ter feito o que fiz, desejaria apagar para sempre de minha alma essa mancha negra, que nela imprimiu o pecado.
Pesa-me, Senhor, de todo o meu coração, Vos ter ofendido, por serdes Vós o meu Deus e por ser a Vós, infinitamente bom e digno de todo o amor, que eu ofendi!…
Proponho daqui para o futuro não mais pecar. Eu Vos prometo, ó meu Jesus, que não hei mais de dar entrada em meu coração à culpa, que não hei de separar-me de Vós, que Sois o meu único Bem, a minha felicidade, a paz e alegria da minha alma. Como resistir a tantos inimigos, todos empenhados em me fazer cair, em me separar de separar de Vós, em me perder?
Dai-me, pois, a Vossa graça, ó meu Deus, para pôr em prática os meus propósitos, porque sem ela serei outra vez vencido. Alentai o meu espírito, fortalecei a minha vontade, para não querer jamais o que contrarie a Vossa santíssima lei; iluminai o meu entendimento para ver os perigos do pecado e os meios para os evitar, e daí-me força para ser-Vos sempre fiel.
Manual do Seminarista Menor, 1955.
Última atualização do artigo em 12 de setembro de 2026 por Arsenal Católico