1. Nada é mais custoso do que amar a quem ofende. Rebela-se o interior, opõe-se o amor próprio, e o coração insiste em seu direito. Todavia, é preciso, e não há que fugir a este dever. “Amai a vossos inimigos, fazei bem aos que vos têm ódio e orai pelos que vos perseguem e caluniam”. Este amor e este perdão são como que uma condição do perdão divino: “Perdoai-nos as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores”
2. Em geral trata-se de ofensas pequeninas. Julgas estas bastante para intrigar corações e semear inimizades? Não vês que é orgulho, amor próprio e ciúme o que tens por excitação justa e por defesa de tua dignidade e honra? Falas em afrontas. Se Deus fosse tão suscetível, se Ele tão dificilmente perdoasse, que seria de ti? Quantas vezes exiges misericórdia de Deus, negando-a ao próximo! Onde a tua humildade, se continuas a guardar aversão contra quem te melindrou? Que diferença entre ti e Jesus, o Filho de Deus! Lembra-te da morte e deixa de ser hostil. Perdoa, e a ti te será perdoado.
Breves Meditações Para Todos os Dias do Ano, Frei Pedro Sinzig, OFM, Quarta Edição, 1921.
Última atualização do artigo em 12 de setembro de 2026 por Arsenal Católico