Ad Gloriam Dei et Salutem Animarum
Arsenal
CAtólico
Monge Alimentando os Pobres [croped], Louis Gallait, 1845, domínio público, Wikimedia Commons

Amar por Deus e em Deus

1. Para poderes amar ao próximo assim como Deus o quer, isto é, como Jesus amou a nós e tu te amas a ti, precisas dum motivo bastante poderoso. Este não pode ser outro senão o amor que Deus tem a ti e a todos. Deves ver no próximo um irmão teu, criado segundo a imagem de Deus, remido pelo sangue de Jesus, membro do corpo místico da Igreja e, como tu, herdeiro do céu. Só este motivo te pode dar verdadeiro amor ao próximo, amor que difere da filantropia e também da afeição pecaminosa, como a luz do sol difere da claridade duma vela.

2. A quem amas? “Se vós não amais senão os que vos amam, que recompensa haveis de ter? Não fazem os publicanos o mesmo?” Amarás só a quem é bom e amável? Então não corresponderás à vontade de Jesus. Sim, o amor admite e até exige graus diferentes. Assim, antes de tudo, deves amar a teus pais e irmãos, depois teus amigos e benfeitores, etc. A todos, porém, deves amor sincero. Podes e deves odiar o vício, porém aos homens, amar. Assim Deus o faz, mandando nascer o mesmo sol sobre bons e maus e cair a mesma chuva benéfica sobre justos e injustos.

Breves Meditações Para Todos os Dias do Ano, Frei Pedro Sinzig, OFM, Quarta Edição, 1921.

Última atualização do artigo em 12 de setembro de 2026 por Arsenal Católico