1. A todas as virtudes é indispensável a humildade. Os motivos para ser humilde não os procures fora de ti, mas em ti mesmo. “Lembra-te que és pó e em pó te hás de tornar”. Se alguém julga ser alguma coisa antes de o ser, engana-se a si mesmo. Beleza, mocidade, nobreza, saber, etc., então serão nada? Pelo contrário, são dons de não pequeno valor, mas não os possuis por ti, e sim por Deus. “Que tens que não hajas recebido?” A Deus deves a existência, a saúde, o bem-estar, tudo o que és e o que tens. Se para a sua posse concorreste com as tuas forças, também estas deves a teu Criador. Nada possuis, pois, por ti mesmo.
2. Se todos os bens corporais a Deus deves, quanto mais os espirituais! “Pela graça de Deus, sou o que sou”. Quem lavou tua alma da mancha do pecado original? Quem te perdoou tantas vezes os pecados? Quem te deu as graças necessárias para praticares algum bem? Deves humilhar-te, não só reconhecendo tua dependência completa de Deus e tua pouca gratidão, como também teus insignificantes progressos no bem e numerosas recaídas no mal. Quanto teriam outros progredido, se tivessem recebido as mesmas graças que a ti te foram dadas?
Breves Meditações Para Todos os Dias do Ano, Frei Pedro Sinzig, OFM, Quarta Edição, 1921.
Última atualização do artigo em 12 de setembro de 2026 por Arsenal Católico