Ad Gloriam Dei et Salutem Animarum
Arsenal
CAtólico

1. O inocente, ao morrer, exultará. Nada também terá de recear o penitente. O que o poderia inquietar, já lhe foi perdoado. A consciência não o acusa mais, não o tortura a memória, nem o assusta a idéia do juiz. Terminou a obra que Deus lhe confiou, veio agora a noite feliz em que vai receber sua recompensa. Passou toda a incerteza, todo o medo, todo o tropeçar e cair. Uma surpresa indizível o espera; a luz eterna, a cidade santa, o próprio Deus, nunca antes visto por ele. A mão da morte, que lhe rouba as flores oriundas da terra, dá-lhe a coroa de imperecível beleza. Não valerá tal morte todos os sacrifícios?

2. Deus é liberal e magnânimo. Dá, aos escolhidos, prazeres sem fim. Assentar-se-ão ao banquete celestial. Nenhuma lágrima se deslizará de seus olhos, não conhecerão mais a dor, o desgosto, o sofrimento. Gozam da mais harmoniosa e nobre companhia. Deus em pessoa será a recompensa. Mostrar-se-lhes-á de face a face, Ele, o Incompreensível. Espírito puro, a infinita Perfeição! Vai-te, oh! mundo! Não te quer mais aquele que seriamente pensou uma vez no que é o céu.

Breves Meditações Para Todos os Dias do Ano, Frei Pedro Sinzig, OFM, Quarta Edição, 1921.

Última atualização do artigo em 12 de setembro de 2026 por Arsenal Católico