1. “Pai justo, o mundo não vos conheceu”. Eis por que são perseguidos tão sistemática e incessantemente os que são de Deus. Jesus por isso os chama de felizes: “Bem-aventurados vós quando os homens vos odiarem, perseguirem e injuriarem… por causa do Filho do homem! Folgai e exultai, porque é grande o vosso galardão no céu!” Na terra, pranto e lágrimas; no céu a recompensa. Sê resignado: passa ligeiramente o tempo da provação; à paixão seguir-se-á a ressurreição gloriosa.
2. É preciso que venham perseguições, “Tenho-vos dito estas coisas, para que não vos escandalizeis”. Sob o ponto de vista natural e sobrenatural não podem faltar desgostos e perseguições a quem ama e serve a Jesus. O mundo o tem por inimigo, aturando-lhe mal a existência, e, além disso, é justo que se assemelhe a Jesus perseguido até à morte. Mas que consolação, que garantia da eterna bem-aventurança é o sofrimento! “Se vós fôsseis do mundo, o mundo amaria o que era seu, mas, porque não sois do mundo, antes eu vos escolhi do mundo, por isso o mundo vos detesta. Confiança, pois, vossa tristeza se converterá em alegria”. Compreendendo teoricamente estas máximas, pede a força de segui-las também na prática.
Breves Meditações Para Todos os Dias do Ano, Frei Pedro Sinzig, OFM, Quarta Edição, 1921.
Última atualização do artigo em 12 de setembro de 2026 por Arsenal Católico