Ad Gloriam Dei et Salutem Animarum
Arsenal
CAtólico
Jean Baptiste de Champaigne, Bom pastor [detalhe], séc. 17, Palais des Beaux-Arts de Lille, domínio público, Wikimedia Commons

O Bom Pastor

“Amei-te com um amor eterno.” (Jer. XXXI, 3.)

Conheces esta voz? É a do bom pastor, que deixa no monte sozinhas as noventa e nove ovelhas, para correr ao deserto em busca de uma qe se lhe extraviou.

Eu sou o bom pastor, diz Jesus Cristo: e o bom pastor dá a vida pelas suas ovelhas[1].

O Filho do homem veio ao mundo para buscar e salvar a todo aquele que estava nele perdido pelo pecado[2].

Que amor tão incompreensível o do Pastor divino! Deixa o céu, a mansão dos bem-aventurados, para vir em busca dos filhos dos homens! Veste-se com o miserável invólucro da nossa natureza, toma sobre si os nossos pecados ,e oferece-se como vítima na cruz, para que não nos percamos, mas vivamos[3].

Quem poderá resistir a tanto amor?

As suas chagas e dores, o sangue que derramou, a morte que sofreu na cruz, tudo te está dizendo: Repara como te amei! Que mais podia fazer, para te mostrar que quero a todo o custo salvar a tua alma?

E tudo isto terá sido inútil?

Volta de novo a acolher-te ao bom pastor! Ele te librará do precipício cheio de abrolhos do pecado, defender-te-á da fúria dos lobos e das feras, e guardar-te-á no asilo seguro do seu redil.

Toma o seu jugo, e encontrarás descanso para a tua alma.

A Virgem Prudente, Pensamentos e Conselhos acomodados às Jovens Cristãs, por A. De Doss, S.J. versão de A. Cardoso, 1933.

[1] Joan. X, 11.
[2] Luc. XIX, 10.
[3] Mat. XI, 29.

Última atualização do artigo em 12 de setembro de 2026 por Arsenal Católico